A DIFERENÇA

«Morreu o cónego Melo»: informam os jornais, rádios e televisões.
No que me diz respeito, francamente não encontro uma só razão para lamentar o óbito. E encontro múltiplas razões para... beber um copo - que é como quem diz, para agradecer a Deus ter enviado este criminoso para o lugar que lhe é devido: o Inferno.

O cónego Melo, que «foi um dos mais destacados, se não o mais destacado promotor e organizador das acções terroristas da Maria da Fonte», integrou uma rede bombista da qual faziam parte, entre outros, Spínola, Alpoim Calvão, Paradela de Abreu, Valentim Loureiro, Joaquim Ferreira Torres, elementos do Grupo dos Nove, dirigentes do PS e do PSD, etc, etc. - e que contava com o apoio activo das bases do PS, do PSD e do CDS.

Eles assaltaram, destruíram à bomba e incendiaram centros de trabalho do PCP e sedes de sindicatos; eles mataram pessoas nessas e noutras acções criminosas; muitos deles vangloriaram-se publicamente dos crimes que cometeram - em relação aos quais a «justiça» assobiou para o lado...

O cónego Melo viu os seus actos terroristas premiados pelo Presidente da República - Mário Soares, obviamente - que o fez nem mais nem menos do que Comendador da Ordem de Mérito.

Numa democracia, todos eles - cónego Melo incluído - teriam sido presos, julgados e condenados a severas penas de prisão.
No Estado do grande capital, todos eles - cónego Melo incluído - são vitoriados e incensados nos jornais, rádios e televisões.

É esta a diferença que há entre uma democracia e o regime dominante em Portugal.

9 comentários:

zambujal disse...

A isto chama-se "dar o nome aos bois".
Ou será que, depois de mortos os assassinos passam a ser anjinhos?
Não desejo a morte a ninguém, mas alguns se tivessem morrido mais cedo teriam feito muito bem à Humanidade. Aliás, teria sido o único bem que lhe teriam feito.
E há por aí uns vivos que continuam nas suas funções. Não que lhes deseje a morte (nem a ela incitaria!), mas se fossem desta para melhor (para nós, claro) aliviariam a carga de quem quer lutar por uma Humanidade menos deshumana.
Ainda se há-de ver (nós ou nem nos continuar) as prisões com mais criminosos sociais do que com ladrões que a ladrões chegaram por a sociedade não lhes ter dado aquilo a que tinham direito porque de tudo uns poucos se apossaram.

poesianopopular disse...

Este velho porco e nojento fez parte de uma rede terrorista que ainda não foi julgada, nem virá a sê-lo, mal-tratar e prejudicar os comunistas dava e ainda dá direito a prémio, a nossa Terra continua ainda salpicada de fascistas, e seus capangas, que continuam a ser condecorados e elogiados, por alguns auto-denominados (democratas)
josé Manangão

Maria disse...

Depois dos comentários anteriores está tudo dito...
Nem merece a terra que o recebeu...

Abraço

Antuã disse...

Ainda virão por aí os criminosos profissionais apelidar-nos de insensíveis. Exactamente porque somos sensíveis e adoramos a vida para todos com dignidade é que dizemos que abortos da brava natureza como o cónego Melo e outros que por ainda aí andam não fazem falta nenhuma. os mesmos assassinos ainda continuam amatar com a fome e a falta de assistência médica entre outros motivos de morte.

Rogério disse...

É bom que o tempo passado e agora a morte não apaguem da memória colectiva os crimes cometidos pelo Cónego Melo e pelos Cónegos Melos que ainda por aí andam e outros já falecidos. Indo de encontro à sua suposta fé católica, direi que a sua responsabilidade na rede bombista de direita, tal como em inúmeros crimes cometidos pelos seus mandados, principalmente aqui no distrito de Braga, levá-lo-ão directamente para o inferno.

Um grande abraço

Anónimo disse...

Morreu.
Que a sua alma nunca tenha paz!
Que pague pela paz que tirou a Portugal.

Sal disse...

O Diabo que o ature.
Já foi tarde.

bjs

Fernando Samuel disse...

zambujal: a verdade é que não podemos lamentar a morte dos que morreram a lutar pela liberdade e lamentar a morte dos que os mataram...

josé manangão: não esquecer isso, é o que se nos pede...

maria: é isso...

antuã: cada assassino mata de acordo com as circunstâncias do seu tempo...

rogério: o inferno é o seu reino...

anónimo: ...no inferno...

sal: grande peso cai sobre o Diabo...

Mide disse...

A morte é um anátema terrível que nos dói ver abater inevitavelmente sobre as pessoas belas que vamos encontrando ao longo da vida. Quando nos emocionamos de felicidade por partilharmos a vida toda, ou uns momentos só que sejam dessa vida, com tais pessoas, a consciência desse fim inelutável lá está a estragar tudo: "mas, e quando a morte o/a levar?".
Por isso, temos todo o direito a regozijar-nos com a morte das pessoas mais execráveis que existem por aí. As suas vidas só trouxeram asco a este mundo, e a sua permanência só reforça a dor da inevitável perda de gente boa.
Não temos o direito a antecipar a sua partida. Mas temos todo o direito a ficar felizes quando acontece.
Viva (no inferno, pois então!) o Cónego Melo!