« O mapa da minha aldeia é um punho fechado!»
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Antonio Lains Galamba
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6.5.12
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Almoço V aniversário
Camaradas: o encontro, marcado para as 11horas, será no Centro de trabalho do Partido, de onde partiremos para uma visita ao Couço, guiados pelos camaradas da terra.
Não se atrasem :) (Melhor notícia: O nosso Cantigueiro também vai!)
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Antonio Lains Galamba
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3.5.12
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ALMOÇO V ANIVERSÁRIO
em breve haverá mais pormenores, mas adiantamos já: dia 5 de Maio, no Couço, haverá, no Centro de trabalho do PCP, almoço convívio de comemoração do 5º aniversário do blogue Cravo de Abril. Garantida, além do convívio, está a exposição de fotografias de João Galamba com textos meus. Breve breve, junto com o cartaz, anunciaremos mais surpresas.
As inscrições estão abertas (para o email antonio.galamba@gmail.com ou para o 962898578) até ao dia 1 de Maio. Preço do almoço: 9 euros, tudo incluído.
até já :)
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Antonio Lains Galamba
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11.4.12
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astrolábio
dormirei, já esta noite, no alentejo. dormirei. dormirei. dormirei. ah, a minha casa!
lains de ourém, de partida. 16 de março de 2012
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Antonio Lains Galamba
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16.3.12
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muro das lamentações
é nos muros de deus que esbarram todas as interrogações,
gumes do delírio na solidão sempre manca
notas gastas das músicas que sabemos de cor.
há uma ausência estridente que não me deixa dormir
ossos crepitantes privados já de carne
a tua morte.
os deuses só existem no nosso desconserto
vagas onde se desfazem todos os marinheiros ao sair
da barra da lucidez.
onde sombras, o nosso pavor, gritos onde esbarra
a luz do silêncio que habitava o mundo antes
dos bichos e dos estalos das plantas
negando às trevas o domínio absoluto do precário.
são de vagos dedos os meus segundos
tacteando os destinos dos caminhos ocultos
da condição que não pedi mas habito
contra a vontade de tudo o que é plausível ou explicável
na azeda explicação que o corpo oferece ao luto.
polifonia do desespero que os homens assimilam em rituais
onde o sangue das aves habita o grito
de tudo o que nasce para ser sacrificado à fome desconhecida
que só goya ainda soube aproximar.
todo o homem é um verso nunca lido
ladainha inútil mesmo para os deuses que inventamos
amaríssimo dedilhar de tudo o que já foi ou está para ser e não sabemos.
a maternidade é a única esperança
e mesmo essa, inexplicável... de tanto que percorre
os caminhos nauseabundos da beleza.
todo o homem é luz. toda a luz se apaga.
aljustrel, 16 de setembro de 2009. nos dias do meu luto
lains de ourém
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Antonio Lains Galamba
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15.3.12
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absolvição
não chove
e eu não escrevo.
Sofro a página em branco. Como pedem água as raízes da sede.
Sei agora que o trauma faz a vez das barragens nos ribeiros da dor.
Casa das glicínias, 12 de Março de 2012
Lains de ourém
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Antonio Lains Galamba
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12.3.12
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POEMA
HOMENAGEM A 4 POETAS E 1 CINEASTA
Livra-me das tentações
de fugir ao fisco
e que em Fevereiro pague sempre
os meus impostos.
Afasta-me do supérfluo e
da vaidade e recorda-me que
um dia hei-de ter hemorróidas.
E não me deixes cair no pecado
da ideologia
para que não leve com o proletariado nas trombas.
Guia-me pelos caminhos do amor
até um centro comercial
onde o amado me acompanhará
a experimentar um a um cada vestido.
E, por último, faz com que
todo o iogurte que coma seja
— foda-se! —
de morango.
Ana Paula Inácio
(do novo álbum dos A Naifa)
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João Filipe Rodrigues
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10.3.12
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Marcadores: Poesia
Exposição

Tabernas do sul
Ao sul, encontra-as quem percorrer uma fiada de cal, feita casas ou o grito dos homens. Desce-se, habitualmente, dois ou três degraus, reminiscência do gesto feminino de ir à cisterna. Aqui, ao contrário dos livros sagrados que nos querem impor junto com a exploração, a frescura está rente ao subsolo, talvez poeticamente buscando as raízes das glicínias ou dos limoeiros onde todos procuram mezinhas, mais para sossego da consciência do que das chagas. Tabernas do sul. São faróis ao cansaço dos homens, teimando ante a canícula a fúria de estarem vivos. Ainda que velhos. Os novos partiram. Ficaram sonhos, aguardando o seu regresso. Depositados no local das navalhas, do vinho, das raivas e dos afectos, estão junto a estes homens que o João fotografou. Sintam-lhe o cheiro. E saberão que vento de ternura é este de que vos falo.
António Lains Galamba
Antropólogo
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Antonio Lains Galamba
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1.3.12
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lembrando o amigo morto
faz cinco anos, não tarda muito, e «vi» morrer um amigo. Violentamente! Zé Balão era o porta-estandarte no Grupo Coral »Os Trabalhadores» de Ferreira do Alentejo. Ferido, profundamente, pela notícia, embrulhei as lágrimas no papel e nas letras que agora partilho. Porque há homens, desculpem, homes, tão ternurentos que ficam sempre referência nas vidas de quem com eles privam. Faço deste blog a ponte entre amigos que aqui nos visitam, e este amigo que bem gostava que tivessem conhecido.
Aqui fica pois a carta que ele nunca poderia ter lido, a não ser que me tenha adivinhado entre os cigarros partilhados.
Carta ao amigo morto:
tinhas alcunha de criança... redonda como os olhos amêndoa, azeitona, de menino ternurento que agora se findou. zé balão. vejo-te, recordo-te agora descendo a rua que te leva, que te traz ao Cante. eras o porta-estandarte! mãos grossas, dedos bons como o coração das coisas ternas. e o orgulho que tinhas dos amigos na bandeira que erguias. tua pobreza humilde tinha talvez a resignação das flores em terreno ácido. recordo-te debruçado no balcão - talvez maior que tu (não me lembro, ofuscado que estava no teu sonho!) - da tasca do lota. enganando o luto pela morte da tua mãe. com goles de passarinho (porque te associo sempre eu às coisas pequenas, meu homem pequenino, meu amigo grande?) assobiando no copo de traçado as injustiças que outros obrigaram a carregares às costas. Nunca te disse, nunca meu amigo morto, meu irmão vivo, nunca te disse mas foste a única coisa pela qual tive pena de deixar de fumar. lembra-me tanto balão. lembras-me tanto. os dentes que faltavam abrindo-se no negro da tua pobreza, dedos esticados - que era uma das tuas formas de me abraçar -"oh tóino, dá aí um dos teus cigarrinhos, já feitos." E dizias "já feitos" para que lembrasse que tinhas uma onça, assim eu dos teus quisesse. e era um dos nossos momentos profundos, na tua profundidade de homem simples. passava-te o maço para as mãos mas o lume saía das minhas... ver-te aconchegado à chama pequenina - oh momentos da nossa intimidade- ...
vou agora fazer-me à estrada, percorrer os quilómetros que separam as nossas diferentes condições. e choro. choro profundamente, um choro convulso, de boca hiante como a tua fome de menino. opróbrio da tristeza, a tua morte. fico por aqui. vou em direcção à planície que - também tu - me fizeste amar.
Cantaste-me um dia:« eu sou devedor à terra/ a terra me está devendo/ a terra paga-me em vida/ eu pago à terra em morrendo». Vou ajudar-te na tua dívida. carregar-te as tábuas. atirar-te à cova. calcar-te a terra, como quem tapa um amigo para a noite. depois regresso a casa e em tua homenagem planto um limoeiro. o seu fruto rima contigo. limão. meu bom amigo. zé balão.
Lisboa, 10 de julho de 2007
tóino sérgio
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Antonio Lains Galamba
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26.2.12
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em memória
sobram-te uns foguetes e algum fogo de artificio.
para resto de sonho não está mau...
e algumas frases soltas de ocasião:
«vinte e cinco de abril sempre»
pelo menos até ao próximo spínola.
como o permites, povo de amarga condição?
casa das glicínias, 23 de fevereiro de 2012.
em memória de josé afonso
lains de ourém
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Antonio Lains Galamba
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24.2.12
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ansiedade
sou reflexo do silêncio dorido mordendo a cal. pássaro sozinho diante da primavera inteira. meu sul, meu sul, minha espera de cansaço...
lains de ourém
22 de fevereiro de 2012
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Antonio Lains Galamba
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22.2.12
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Milheiriças

vieram bicar-me à janela. estão habituados às sementes de alpista e agora veem o limiar da fome reduzido à minha vontade. são bonitas as milheiriças vestidas para a primavera. trazem consigo a infância que deixei. vêm, em nome dos meus mortos, cobrar-me a doçura nos sugos (às vezes «pintarolas») que me foram dados. vêm cantar serenatas à solidão que assim premedita. Vêm trazer novas do mundo da ternura que os homens ignoram.
auditório liberdade
22 de fevereiro de 2005
lains de ourém
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Antonio Lains Galamba
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21.2.12
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memórias. ou ensaio para uma biografia da infância
Haverá um dia em que entrarás novamente, às seis da tarde, vindo de Lisboa e do trabalho, pela porta da casa de Cascais para me levares a ver o mar, os comboios e as gaivotas. Desceremos novamente, entregues um ao outro e à comoção profundíssima de sermos amigos, a avenida que nos separa da casa dos frangos e da rua direita, onde mais tarde, compraremos o jantar. Hoje pode ser sem picante, que sei que preferes. E ainda que não soubesse, talvez seja apenas esta a desculpa de me não saberes ainda crescido e capaz de o comer sem chorar ardor. Olha tio, esta tarde joguei à bola entre os pinheiros que cercam a nossa casa. As pedras têm um cheiro bom como só a infância sabe distinguir, e as agulhas dos pinheiros são ânsias da idade que há-de vir mas que ainda não tenho e que me permita afastar-me, um pouco mais, do reino que guardaste para mim na razoabilidade da tua preocupação. Sabes, hoje vi passar a porteira do prédio vizinho. Porque têm um olhar tão carregado os pobres que conheço? Levava na mão um balde cheio de restos de peixe. Quando passou só não tapei o nariz porque tive medo que reparasse. Depois aproximaram-se gatos. Muitos. Vinham talvez partilhar a condição da fome. E da solidão, ainda que muitos e todos juntos. Os gatos não falam, pelo menos de forma a que a gente entenda logo e, talvez por isso, sinto-os bichos muito sozinhos. Mas haverá um dia em que te veja, regressado da cidade grande, a sair do autocarro que te traz sempre do comboio à avenida infante dom Henrique. Mala dos livros na mão direita, gabardine ou casaco leve de verão deitado no braço esquerdo. Boina basca cobrindo a careca e deixando adivinhar a alvura dos cabelos que te restam. Nesse dia, vou descer de quatro-em-quatro, como sempre fazia, as escadas do prédio para te ir apanhar à rua, junto da terra arenosa e do cheiro a praia que sempre abunda porta fora. (...)
lains de ourém
Por
Antonio Lains Galamba
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6.2.12
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Apresentação do livro «Mineiros de Aljustrel» - Setúbal
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Antonio Lains Galamba
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6.2.12
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AINDA UM POEMA...
A LONGA ESPERA
Até onde chegará a nossa
resistência?
Até onde
suportaremos nós,
homens de carne e osso,
a tortura inumana?
Até onde, pacientes,
metódicos,
secretos,
seremos capazes de levar
as nossas palavras
firmes e consoladoras?
Até onde ecoarão elas,
e em que ouvidos?
Até onde teremos de mascarar-nos,
de mentir,
de fingir?
Revolução
porque tardas?
Já escarva o chão,
pronto a investir,
o gigantesco toiro,
de baba espessa,
de olhos chispantes
e frementes músculos.
Já desabrocham cravos
no silêncio contido.
Já as ocultas labaredas
se preparam para desfraldar-se
resgatadoras,
ao vento solto.
Já as multidões,
com a sua ira,
quebram em estilhaços
o lavado cristal do dia atento.
Revolução,
porque tardas?
Desdobra, cotovia amável,
como um harmónio,
a tua alacridade,
sob o frio dos escombros.
Semeia, sol,
a luz e o calor fertilizadores
pelos campos lavrados.
Dai as mãos e anunciai,
trabalhadores de todo o mundo,
o grande recomeço.
Soldados,
quebrai com ímpeto
as vossas armas arrependidas
e pisai-as.
E tu, menino, proclama,
com a tua voz de alvorada,
para além dos teus desejos,
os teus sonhos realizados.
Armindo Rodrigues
Por
Fernando Samuel
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27.1.12
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DE CABEÇA LEVANTADA
Por
Fernando Samuel
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26.1.12
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POEMA
MULHER-RESISTENTE
A Mariana Janeiro em nome de todas
as mulheres que lutaram contra o fascismo
Eram tantas as torturas...
O Chicote sobre a carne
que o corpo te inchava
inchava
pelas vergastas cortado
Eram dias sobre noites
em que os olhos te queimaram
em que as veias te romperam
e os ouvidos te rasgaram
Eram meses sobre meses
na cela
só
isolada
Torturas quantas sofreste
minha irmã
sempre calada
Que à polícia não se fala
nem que se morra
à pancada!
Maria Teresa Horta
Por
Fernando Samuel
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26.1.12
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SANTA E DA MISERICÓRDIA?
Por
Fernando Samuel
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25.1.12
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POEMA
TESTAMENTO
Abre os olhos - o sol é teu.
Mergulha as mãos - a água é tua.
Deixo-te o sol, o mar o céu
que poisa no beiral da nossa rua.
E os trigais do dia que desponta
e as flores da terra que me cobre.
Toda a riqueza milenar, sem conta,
de mais um poeta pobre.
Deixo-te as palavras que não gritaram
estranguladas pelo nó do medo;
e as outras, fuziladas, que tombaram
nos pátios do degredo.
E os sonhos por abrir; hoje, no sono
dos séculos que chamaram eterno.
Toda a Primavera, todo o Outono,
das minhas árvores de Inverno.
E a luta que fundiu meu coração
num canto que sangrou certeza:
depois de mim virás, ó meu irmão!,
mais claro e mais limpo de tristeza.
Luís Veiga Leitão
Por
Fernando Samuel
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25.1.12
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LÍBIA
Ou que, como nós por cá dizemos, a luta continua.
Por
Fernando Samuel
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24.1.12
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POEMA
COM A NATUREZA APRENDE
Com a natureza aprende,
mas para a modificar.
O honrado não se vende.
Renega quem te pagar.
Não há acção sem matéria,
nem matéria sem acção,
nem inteligência séria
sem séria meditação.
Na variedade do mundo
reside a sua unidade.
Até de um poço profundo
pode nascer claridade.
Armindo Rodrigues
Por
Fernando Samuel
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24.1.12
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