POEMA
ARTE DE NAVEGAR
Vê como o verão
subitamente
se faz água no teu peito,
e a noite se faz barco,
e minha mão marinheiro.
Eugénio de Andrade
(«Obscuro Domínio» - 1970-1971)
É traço de união
E crítico mordaz
Espelho da convicção
Fruto da Revolução
Interveniente pela paz
Exímio a analisar
As manobras capitalistas
Certeiro a denunciar
Os que nos querem tramar
Travestidos de socialistas
É notícia, é informação
Poesia revolucionária
É apelo aos que não
Vislumbram a voz da razão
É uma força libertária
Revolucionário a mobilizar
Convicto e subtil
Eficaz a argumentar
Democraticamente exemplar
Parabéns CRAVO DE ABRIL.
Manangão
4 comentários:
Que maravilha!
Um beijo do tamanho da noite
E nós sonhando ser gaivotas acompanhando a viagem...
Abraço.
Não é preciso mais nada para um poema de amor brutal!
Maria; «do tamanho da noite»: bonito!
samuel: ou golfinhos...
Um abraço.
Ana Camarra: uma dúzia de palavras basta...
Um beijo.
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