COMO MATAR UMA NOTÍCIA

Das formas de matar uma notícia pode dizer-se que são tantas quantas as maneiras de cozinhar bacalhau...
O crime assume as formas mais diversificadas, desde o puro e simples silenciamento da notícia, até à sua pura e simples falsificação, passando pela pura e simples manipulação do acontecido.

Encontra exemplos muitos de todas essas modalidades, quem acompanhe, nos jornais, rádios e televisões, as «notícias» referentes ao PCP.
Para essas, há todo um esquema montado, aplicável a todas as situações e, por isso, de fácil utilização para qualquer analfabeto.
Ou seja: o matador de serviço ao PCP não precisa de se preocupar - e muito menos de pensar - em como cumprir a tarefa. Quer se trate da vida interna do PCP, do seu projecto, da sua ideologia, da sua actividade, para todos os casos há munições em stock: é só escolher e disparar.

Mas atenção: dada a longa experiência adquirida pelos matadores profissionais, com frequência a morte da notícia é feita de forma tão natural que até parece que não é morte...
E assim matam que se fartam.

Um exemplo: Estremoz é um concelho onde, há quatro anos, a CDU perdeu (por 70 votos) a maioria para o PS; os activistas da CDU batem-se agora pela recuperação dessa maioria; ontem realizaram um jantar no qual participaram mais de 450 pessoas e no decorrer do qual usou da palavra Jerónimo de Sousa, que disse...

Bastaria escrever o que acima está escrito, acrescentando uma frase - só uma! - tirada do discurso do secretário-geral do PCP, e estava feita a notícia - uma notícia.

E bastaria, para quem quisesse matar a notícia, começar assim: «Em Estremoz, Jerónimo de Sousa não disse nada de novo».
Foi, diz-me uma amiga, o que fez a Antena 1, ontem, num dos seus «noticiários».


10 comentários:

Zé Canhão disse...

o pior é se o touro deixa de marrar no vermelho e tira as tripas ao matador.

samuel disse...

Quando o vento da História mudar, verão e ouvirão muito "de novo"! Na próxima vez ouvirão!

Abraço.

Maria disse...

São todos uma cambada nojenta!

Um beijo grande

Antuã disse...

São rosas, senhor, são rosas. É a censura socretina.

álvaro disse...

eu ouvi esses "excrementos" ditos na Antena 1. Por mais que nos silenciem, deturpem, que nos queiram matar, trucidar, esmagar, milhares de homens e mulheres, por todo o país, levam junto dos trabalhadores e do povo a mensagem de confiança, de que é possível uma vida melhor. Está ao alcance dos trabalhadores tomar partido nessa opção. Ou continuam no lamaçal destes últimos 33 anos, ou apoiam a força que não trai. É preciso, mesmo sem notícias, mesmo com as falsificações, levar a luta até ao voto.

amigona avó e a neta princesa disse...

E O Correio da Manhã que na 2ª feira dava uma noticia muito pequenina sobre o Jerónimo no Alentejo e ao lado uma foto também pequenina do PSD!!!!!

alex campos disse...

Os xuxas são exímios em controlar e instrumentalizar a comunicação social. Acho até que é a coisa em que eles são melhores, além da distribuição de tacho, que é uma maneira, digamos, indigna de exercer o poder.
Está-lhes no sangue, é da natureza deles.

Hilário disse...

Eles continuam a trabalhar para denegrir o PCP/CDU.

Nós vamos continuar a nossa luta!

Um Abraço

LGF Lizard disse...

A bem dizer, até é verídico. Antigamente era a cassete, agora deve ser um CD ou DVD. Basta por o CD ou DVD e o camarada Jerónimo nem precisa de falar. É sempre mais o mesmo. O velho discurso estafado, que já não engana ninguém. Não admira que o Bloco de Esquerda tenha dado uma goleada ao PCP, pondo as coisas em termos futebolísticos. O camarada Jerónimo já parece o Paulo Bento: sempre a mesma táctica, sempre os mesmos jogadores, sempre as mesmas substituições e sempre as mesmas desculpas. É por isso que o PCP parece o Sporting: não ganha a ninguém e a culpa é sempre dos outros...

Fernando Samuel disse...

Zé Canhão: é o touro a fazer justiça...
Um abraço.

samuel: e definitivamente...
Um abraço.

Maria: uma cambada nojenta: nem mais.
Um beijo grande.

Antuã: censura democrática, é claro...
Um abraço.

álvaro: e, no dia 12, levar o voto até à luta.
Um abraço.

amigona avó e a neta princesa: eles lá saberão porquê...
Um beijo.

alex campos: mas atenção: fazem tudo isso democraticamente...
Um abraço.

Hilário: sempre!
Um abraço.

LGF Lizard: Pois.