SEM COMENTÁRIOS

A revista Visão publica uma reportagem sobre Dias Loureiro.
Trata-se de um interessante trabalho que nos permite ficar com uma ideia aproximada... de muitos aspectos da vida deste ex-ministro de Cavaco Silva, actual membro do Conselho de Estado, muito falado a propósito da falência fraudulenta do BPN, e que, vindo do «quase nada», se transformou, numa década, num dos homens mais ricos de Portugal - chegando mesmo a ter rendimentos superiores aos de Belmiro de Azevedo.

O texto da Visão abre assim:

«Manuel Dias Loureiro

Anatomia de um intocável

A história pessoal, política e empresarial de Dias Loureiro é um puzzle que ajuda a explicar muito do que tem sido Portugal desde 1985, data da sua ascensão ao poder.
Um homem com um percurso de luzes e sombras. que se confunde, por vezes, com a zona cinzenta de um regime»

Sobre a FIGURA do biografado, diz a Visão que:
«É uma das figuras mais poderosas do País»
e que:
«Fez fortuna de quase nada e até além fronteiras lhe dão tratamento VIP»

Sobre as suas RELAÇÕES, ficamos a saber que:
«Priva com Clinton, Aznar, Durão Barroso e outros dos homens mais poderosos do planeta, alguns com actividades e práticas bastante controversas»

Sobre as suas AMIZADES:
«Amigos há mais de 40 anos, Jorge Coelho e Dias Loureiro são praticamente da mesma terra» - amigos de infância, entretanto separados, mas, conta Jorge Coelho:
«Passados 22 anos, reencontrámo-nos e estreitámos relações. Hoje, é um dos meus melhores amigos»
E Jorge Coelho conta ao jornalista que:
«Há uns cinco anos pediu um empréstimo pessoal de 100 mil euros ao BPN, na altura mais complicada da sua vida» (fora-lhe detectado um cancro)
Mas o próprio Coelho faz questão de esclarecer que:
«Já não devo nada e paguei tudo direitinho».

Sobre a sua FORTUNA:
Em recente entrevista à RTP, Dias Loureiro afirmou que, quando saíu do Governo, «em 1985, não tinha dinheiro nenhum».
Tratava-se, obviamente, de uma força de expressão, já que, como sublinha o jornalista:
Em 1991 comprou e remodelou «uma vivenda, no Estoril, por 150 mil contos» - dinheiro proveniente de «uma herança e venda de propriedades em Coimbra».
Para trás ficava, a «casa de Sete Rios, comprada por 9. 600 contos»...
Para a frente... a casa actual:
«Vive actualmente na Quinta Patiño, no Estoril, uma das zonas mais privilegiadas e caras do País (diz-se que cada metro quadrado de terreno custa 5 mil euros), onde residem pessoas da alta sociedade como Rocha Vieira, João Rendeiro, Diogo Vaz Guedes, Stanley Ho ou Stefano Savioti».

Bem, fico por aqui - por hoje.
E sem comentários - por hoje.

9 comentários:

Ludo Rex disse...

Corja como esta, há mais por aí...
É mesmo para dizer, sem comentários.
Um Abraço

Crixus disse...

O exemplo máximo do tipo de bestas (e é este o termo) que as "democracias" burguesas geram no seu seio. Este não merece uma Comenda, merece um monte delas

Abraço

Fernando Samuel disse...

Ludo Rex: ó se há!...
Um abraço.

crixus: são produtos típicos do capitalismo.
Um abraço.

Antuã disse...

Gente sem um mínimo de dignidade. Que dizer mais?!... É precisa a revolução mas para isto é indispensável a consciência das classes trabalhadoras.

GR disse...

Desumanos fascistas, sabem que o Povo quase morre à fome e à nossa custa vivem numa ostentação vergonhosa.
Deviam estar todos presos.

GR

Maria disse...

Fernando Samuel

Corrige lá a data de saída do DL do Governo, que não é 1955, mas 1995 (acho...)
(e apaga este comentário...)

Maria disse...

O DL é um coitadinho que não tinha nada e agora vive na Quinta do Patiño...
... tal como o JC que, sendo da mesma terra, se tornou amigo umbilical do DL...
Eles lá sabem porquê. E nós também!!!
Que cambada!


Um beijo grande

João Filipe Rodrigues disse...

GR,

O teu reparo já foi corrigido, não apago o teu comentário porque foi graças a ele que eu alterei.

Fernando,

Desculpa o atraso.

Para ambos um abraço do tamanho do mundo.

Fernando Samuel disse...

Antuã: sem dignidade, sem vergonha, sem...
Um abraço.

gr: vivem à sua maneira, afinal...
Um beijo.

Maria: claro: 1955...
Obrigado.

Um beijo grande.

Maria: trata-se de gente que gere os seus dinheiros «com parcimónia» como nos explicou o DL...
Um beijo grande.

João Filipe: abraço grande, grande!