O IMPÉRIO ZELA POR NÓS...

Numa conferência realizada em Dublin, foi decidido avançar para um projecto de tratado visando proibir a utilização das célebres e bárbaras bombas de fragmentação.
Muito bem!

Só que... os principais utilizadores dessas (e de todas as outras) bombas - os Estados Unidos da América - não participaram na conferência.
Além disso, e como era de esperar, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano apressou-se a esclarecer que nada do que ali foi decidido «mudou a nossa posição» - que é a de continuar a utilizar as ditas bombas, obviamente.
Questionado sobre as «consequências da rejeição do tratado» para a imagem dos EUA no mundo, o porta-voz, com a típica arrogância made in USA, aconselhou as pessoas a tirar «as suas próprias conclusões»...
Tiremos a conclusão: o Império zela por nós...

Pronto, por mim fico-me por aqui.
Porque se ceder à tentação de qualificar com rigor a atitude dos EUA face a esta questão - e se essa qualificação chegar ao conhecimento dos propagandistas lusos do Império - serei implacavelmente fustigado com a terrível acusação de «anti-americanista primário». Acusação que, na situação actual, tende cada vez mais a significar«amigo de terroristas» - e que, por isso, está mesmo a pedir a justiceira fragmentação...

4 comentários:

samuel disse...

Já o meu asco por este tipo de atitude e respostas, parece uma bomba de "fermentação". Cresce...cresce...

Fernando Samuel disse...

samuel: BOA!

poesianopopular disse...

Este era um princípio para acabar com as guerras!
Então os EUA depois viviam de quê?
Eles alimentam, e alimentam-se de todas as guerras!

Fernando Samuel disse...

jose manangão: a guerra é um grande negócio...