A BEM DA NAÇÓN...

La Razón é o nome de um semanário venezuelano, feroz opositor da Revolução Bolivariana e do Presidente Hugo Chávez.
Aliás, parece ser essa a sua única razón de existir, já que semana sim, semana sim, La Razón se esgota em ataques insultuosos, soezes, provocatórios ao processo revolucionário venezuelano.
É claro que, ao mesmo tempo que assim pratica, não se cansa de sublinhar a sua condição de jornal independente, plural, isento e imparcial - e, naturalmente, de clamar contra a ausência de liberdade de imprensa na Venezuela...

(Entre parêntesis, registe-se um facto exemplar de como esta propaganda penetra longe: num texto publicado em La Razón, perdão: na Visão, a pretexto da visita de Sócrates à Venezuela e do mediático cigarro, o cómico Ricardo Araújo Pereira escreveu que o primeiro-ministro «foi visitar um dirigente sul-americano meio maluco, que manda fechar as estações de televisão que o criticam e chama Hitler a toda a gente»...)

Mas continuando: na sua última edição, La Razón informou - com visível satisfação - que «os EUA estudam, para a Venezuela, um embargo semelhante ao de Cuba», embargo que, obviamente, inclui «a activação da legislação anti-terrorista» - que é uma legislação feita pelos EUA e que lhes permite agir como muito bem entendam em relação a qualquer país considerado, pelos EUA, terrorista, ou amigo de terroristas. Sempre em nome da democracia, da liberdade e dos inevitáveis direitos humanos...

O bem informado La Razón faz questão, ainda, de desmentir as denúncias feitas por Hugo Chavéz sobre «um plano dos Estados Unidos para invadir a Venezuela».
O que acontece, isso sim - garante, entusiasmadíssimo, o semanário - é que «o Presidente Bush está a pôr em marcha uma série de medidas económicas, orientadas para desestabilizar e eventualmente desencadear uma implosão da revolução bolivariana».
Quer isto dizer que, para o patriótico semanário, o que importa é que os EUA ocupem a Venezuela e ali voltem a instalar-se como donos e senhores. Isto é: seja com tropas e armas, seja com medidas económicas, o que importa é que invadam e ocupem.
Para o que podem contar com o incondicional apoio de La Razón...
A Bem da Naçón, é claro...

5 comentários:

poesianopopular disse...

Os (patriotas) são capazes de tudo, para não perderem os previlégios...-de tudo mesmo, toda a atenção é pouca para defender a revolução Bolivariana,porque eles não desistem nem param de minar.

Aristides disse...

Tudo o que não afine pelo bem-compostinho diapasão do fato italiano e da gravata, do discurso do-vira-o-disco-e-toca-o-mesmo da demagogia sonolenta, do dinheiro sempre para os mesmos é diabolizado,insultado, desprezado.Chávez, assim como Morales ou Ortega são vítimas do politicamente correcto instituído pelo Império. A ideia é arrumar o pátio das traseiras, mas está a ser difícil.
Abraço camarada Fernando Samuel

samuel disse...

Chega a ser patético.
"Portugal exporta para os EUA... - Portugal vende navios a Chavez."
"Portugal reuniu com o governo Australiano... - Portugal teve contactos com o regime de Chavez"

As coisas são vendidas directamente a Chavez, que não tem um governo eleito, mas sim "um regime".

Para não falar no caricato episódio dos Simpsons, em que Chavez não foi perdido nem achado, a série apenas mudou de horário, mas nunca mais ninguém apagará o sonoro "Hugo Chavez proíbe os Simpsons!"
Chega a ser patético.

Fernando Samuel disse...

josé manangão: dizes bem: toda a atenção é pouca. E vamos ver se chega...
Abraço grande.

aristides: a «democracia» é implacável: os do «Norte» não olham a meios para alcançar os fins.
Resistir, é preciso - em todo o lado!
Abraço grande.

samuel: a que há juntar, agora, o «caso dos computadores»... talvez a maior provocação desta série...
Abraço grande.

Antuã disse...

Eles são capazes de tudo. O futuro está nas mãos da arraia miúda.