FIGURA ABJECTA

Jardim ameaça ultrapassar-se.
São por demais conhecidos o seu reaccionarismo primário; a sua prepotência arrogante; a sua postura provocatória; o seu vocabulário beberrão; o seu discurso insolente; o seu desrespeito por tudo, incluindo por ele próprio; a sua boçalidade extrema; etc, etc.
Trata-se de qualidades naturais que ele exibe com o orgulho próprio de quem... possui tais qualidades - e que, agora, com a tragédia que caiu sobre a Madeira, estão a conhecer desenvolvimentos inimagináveis.

A obsessão da besta em «desdramatizar» o drama brutal vivido desde sábado pelos madeirenses, atinge foros de demência.
Começou por, face à calamidade, se recusar a declarar o estado de calamidade. «Para proteger o turismo», segundo disse.

E como, «para proteger o turismo» é preciso fazer propaganda turística, mandou filmar turistas passeando-se tranquilamente no Funchal - e o seu departamento de Turismo despachou os vídeos para tudo quanto é sítio.

Depois - sempre «para proteger o turismo» - passou à fase da manipulação dos dados, «tentando ocultar o número de mortos» - quanto menor for o número conhecido de mortos, mais turistas...

Ontem, dia em que foram a enterrar as primeiras vítimas da catástrofe, o tema principal dos seus discursos foi a «Festa da Flor, o grande cartaz turístico da Madeira»...
De tal forma que «familiares das vítimas não lhe perdoam o facto de estar preocupado com a Festa quando os cadáveres não foram ainda enterrados».


Confesso-me incapaz de qualificar com o rigor necessário as preocupações turísticas desta figura abjecta que nem os mortos respeita.

16 comentários:

Maria disse...

Talvez o povo madeirense fique a saber quem é AAJ. Lamento que tenha que haver uma catástrofe para que ele se revele mais e melhor ao povo da ilha. Quem desrespeita os mortos desrespeita tudo. E não tenho mais palavras, apenas alguma raiva.

Um beijo grande.

smvasconcelos disse...

É exactamente isso que eu penso e sinto. Não podias ser mais preciso.
Obrigada. beijo.

GR disse...

Quando me provocam,protesto!
Por essa razão evito ver reportagens da Madeira.
Não consigo ver o fanfarrão (Jardim) a pavonear-se, enquanto o povo trabalha até ao limite das suas forças, nas principais ruas da cidade, para proteger o turismo.
Enquanto nas fustigadas freguesias mais distantes, tudo está na mesma. Famílias chorando entes queridos, amigos ou vizinhos, ainda enterrados na lama. Velhos secando as lágrimas pelos filhos que já não voltam. Mulheres traumatizadas repetem palavras quase sem nexo, ao repórter. Casas destruídas, famílias destroçadas e o déspota sorrindo alegremente servindo de cicerone turístico. Não quer saber dos mortos, nem feridos, nem dos muitos desabrigados. Condolências? Para quê? aquele povo não enaltece o turismo.
Este ser desprezível devia estar no manicómio.
Impossível não ser louco!
(desta vez o Povo Madeirense vai saber quem é o verdadeiro Jardim. Um monstro!)

Bjs,

GR

Antuã disse...

Mas para aquele monstro quanto vale a vida?

Graciete disse...

Para quem ainda tinha duvidas sobre o Jardim,aqui está a prova de que esse senhor é realmente um monstro.
Um Abraço

smvasconcelos disse...

Ainda a propósito e sendo a intenção deste absurdo todo "proteger" a imagem turística da Madeira (???) ligou-me hoje um amigo a dizer-me que um jornal anglo-saxónico está chocado com esta controvérsia, dando destaque a este assunto na sua página do mundo. Se pensarmos que o maior turismo da Madeira é anglo-saxónico, é só deduzir o resto...
Vergonhoso, de facto, pior do que imaginaria.
beijo,

Do zambujal disse...

Figura abjecta... é isso!

Um abraço

samuel disse...

Fico com o do Zambujal e contigo... é uma figura abjecta!

Abraço.

Anónimo disse...

Penso que o monstro, nome com que qualifica, Alberto João Jardim, não procura desdramatizar a situação mas sim não agravar o drama que, por si só, é já bem "dramático". A grande fonte de rendimentos da ilha, goste ou não, é o Turismo e é dessa actividade que a tão sofrida população madeirense retira o seu sustento. O que sugere que Alberto João Jardim faça?..que deixe que o turismo registe quedas ainda mais acentuadas, e que assim prejudique ainda mais, a situação em que se encontram?..Nem só de pão vive o homem..mas para além do conforto emocional que todos reconhecem ser necessário é preciso reconstruir e seguir em frente! Afinal de contas essa é a função de um governante..solucionar o problema dos seus eleitores!Gostaria que nos brindasse com outras soluções e sugestões que pelos vistos não passam na cabeça de um monstro.

Chamada de atenção: sei que existiram erros de planeamento urbanístico, mas ainda assim, a opinião que expressei anteriormente mantêm-se.

Paula disse...

Tem sido à conta do turismo que os Madeirenses estão cada vez mais pobres, pelo menos aqueles que sempre o foram, enquanto outros enriquecem à custa do seu suor!!!
Mais uma vez não foram os grandes senhores que ficaram sem casa, ou que morreram, mas sim aqueles que trabalham até à exaustão para que meia dúzia possa disfrutar da beleza da Madeira.
A frase do Jardim não é de proteccionismo, ou melhor é de proteccionismo de alguns senhores detentores do capital, incluindo dele próprio.
AJJ é de facto uma figura abjecta, que até com a tristeza e a pobreza das pessoas faz um carnaval madeirense!!!!
Mas foi ele e a sua trupe que não planearam,e construiram sem ter em atenção os riscos que poderiam daí advir.

Por Justiça disse...

enfim, os comunistas aproveitam todas as oportunidades, inclusive tragédias com mortes de pessoas, para ataques políticos.
acho isso lamentável e triste.
o PCP como na madeira nao existe (4,15% na ultimas legislativas - 5ª força política) tem esta janela oportunidade para o bla bla.
isto é fazer politica abjecta.

Graciete Rietsch disse...

Para além de tudo o que já foi dito neste post e comntários não encontro mais palavras para classificar esse monstro abjecto, tão abjecto que sabendo das condiçõea de extrema insegurança do território madeirense, agravadas ainda pelas políticas por ele adoptadas, não tomou as medidas que se impunham e vem agora preocupar-se com o Turismo. E as vítimas?
Beijos.

João Paulo Fonseca disse...

E porém ele move-se, como dizia o outro. Para além da adjectivação, que me consola, é fundamental tentar entender porque razão Alberto João Jardim ganha as eleições há tantos anos.

leitor não identificado disse...

Até me vieram as lágrimas aos olhos com tanta trampa em tão poucas letras: fala-se num povo cada vez mais pobre, povo cada vez mais explorado, no suor e nas lágrimas... não se enganaram na ilha e no monstro?
Falar em erros de planeamento urbanístico só é sinal de quem nunca foi à Madeira ou não percebe de "obras" mas a restante opinião do senhor anónimo é bastante acertada.

Muita atenção: eu não sou defensor daquele senhor (A.J.J.), apenas não suporto o condicionamento da (maldita) comunicação social e a falta de esclarecimento de quem não faz um esforço (é assim tão complicado "evoluir"?)

Digam o que pensam mas pensem antes de dizer, sff

Anónimo disse...

Confesso,que,quando ouvi AJJ pedir que os media não empolassem as notícias referentes à tragédia da Ilha,cuidei que não tinha entendido bem e telefonei a pessoa amiga pedindo-lhe que me dissesse se eu tinha ouvido bem.Fiquei pasma com tal vileza e envergonhei-me da minha condição humana.Afinal o que seria empolar uma notícia de tal tragédia?KK

uma pessoa disse...

Anónimo das 09:47 no dia 26/02,
terá um caso de cera nos ouvidos? resolve-se facilmente com um cotonete ou, em casos mais graves, um martelo e um prego (esqueça a foice).
Quanto à falta de lucidez mental (ou política) a solução é um pouco mais complexa...