«UM JORNAL A QUE NÃO ESCAPA NADA»

Volto à edição nº 100 do Sol, onde nos é dito, entre outras coisas, ser aquele «um jornal a que não escapa nada».
Na última página, como habitualmente, vem um artigo assinado por José António Lima (JAL).
A dada altura do texto, JAL, de passagem, alude a Hugo Chávez e - como quem não quer a coisa, mas querendo - acrescenta: «o opressor das liberdades democráticas na Venezuela».
JAL sabe que é através da opinião muitas vezes publicada que se constroi a opinião pública - e nessa prática manipulatória, de facto não lhe escapa nada...

É claro que para JAL, «liberdades democráticas» significa... todo o poder ao grande capital - e não lhe interessa que as liberdades democráticas na Venezuela sejam uma realidade que não existe nas «democracias» de que ele é propagandista.
É claro que JAL sabe que o Presidente Hugo Chávez se submeteu a mais consultas populares do que qualquer dos governantes de que JAL faz propaganda - e sabe que nenhum destes (Bush, Sarkozy, Berlusconi...Sócrates...) caíu ou cairá na esparrela de se submeter a um referendo «revogatório» como fez Chávez (e, agora, Evo Morales).
É claro que JAL sabe que Hugo Chávez foi eleito em eleições de facto democráticas - o que não aconteceu com nenhum dos governantes que pagam aos jal's de todo o mundo para que vendam a sua imagem de democratas.
É claro que o que faz de JAL um mentiroso é que ele sabe que está a mentir.
E é claro que o que faz de JAL um mercenário da mentira é que ele sabe que é pago para mentir.

A propósito: este JAL, hoje Director Adjunto do Sol, teve, anteriormente, idênticas funções no Expresso.
Antes disso, foi esquerdista assanhado, daqueles que gritavam «revolução, já!» e «o imperialismo norte-americano é um tigre de papel».
Contudo, às tantas, ou porque se cansou de gritar ou porque constatou que, afinal, o «papel» de que era feito o «tigre» era em notas... passou-se para o lado do «papel» - e desde aí tem caprichado em mostrar aos donos do papel que fizeram uma boa compra...
Há, no entanto, um aspecto em que JAL é, hoje, o que era antes de se ter vendido: um anticomunista primário - matéria na qual, é verdade, não lhe escapa nada...

10 comentários:

poesianopopular disse...

Olha, vou s´aplaudir as tuas palavras, pois é minha convicção que o tal JAL deve ser um mau carácter tão grande, que nem vai continuar a vender-se, ao quilo ao litro ao metro, coisa que para ele deve ser de somenos importância.
abraço

zambujal disse...

É da massa que eles se fazem,
esquerdistas e sociaisdemocratas,
anticomunistas primários e primatas,
é pela massa que eles se mexem!

Estás a passar o sol pela peneira? Bom trabalho.
Um abraço

samuel disse...

O tigre do "papel" tem grandes argumentos...

alex campos disse...

O tal JAL é coerente, integra-se perfeitamente no papel histórico dos esquerdistas. A estratégia deles é que muda consoante o sítio onde estão, quer dizer, consoante o tacho que têm.

Fernando Samuel disse...

josé manangão: vender-se é o seu destino...
Um abraço.

zambujal: a massa é a sua bússola...
Um abraço.

samuel: grandes e chorudos argumentos...
Um abraço.

alex campos: é isso, o tacho é o motor da estratégia deles...
Um abraço.

Antuã disse...

o Jal é um lacaio e o resto é conversa.

Fernando Samuel disse...

antuã: e está tudo dito...
Abraço.

Anónimo disse...

Alguns esquerdalhos conseguem vender-se por um lugar ao sol de bruxelas; outros têm de se limitar a vender-se por um lugar no sol de lisboa...
rui silva

Fernando Samuel disse...

rui silva: há sóis para todos os vendidos...

Anónimo disse...

Consultas populares? De Chávez?
Meus caros é pura fachada e populismo.

J.Z.Mattos