POEMA

(A «INTERNACIONAL»)

Acabou o comício.
E, como de costume,
no final,
todos de braço dado cantámos
o embalar de lume
da «Internacional»...

... esse hino
que um marceneiro
compôs durante a sua guerra
pelo Destino
de operário verdadeiro
- melodia
arrancada certo dia
da raiz de uma flor
no coração da Terra.

(Da Terra futura
sem amos,
mas só com o amor.)

Entretanto cantamos.

José Gomes Ferreira

6 comentários:

GR disse...

Lindo!
Entretanto cantamos, todos de braço dado.
Cantaremos sempre!

GR

Justine disse...

Cantemos, então! Com força!

poesianopopular disse...

Então cantemos camaradas!
Abraço

samuel disse...

E o "problema" é que não existem meios-termos que sirvam de grande coisa...
"Se nada somos neste mundo, sejamos tudo..."
Parece claro.

Abraço

Maria disse...

Apesar do "arrepio", vamos cantar, SIM!

Um beijo

Fernando Samuel disse...

gr, justine, josé manangão, samuel, maria: cantemos, então, todos - de braços dados...

beijos e abraços.