POEMA

A MÁSCARA DO MAL


Dependurada na parede tenho
uma escultura de madeira japonesa:
a máscara dum demónio pintada a laca dourada.
Olhando para ela, vejo
as veias inchadas da testa, indicando
quanto esforço custa ser mau.

Brecht

8 comentários:

maria teresa disse...

MÁSCARAS

Eu uso máscaras...
Tenho muitas delas...
Tenho máscaras que choram,
que riem,
que gargalham...
Tenho uma máscara de pura,
outra de depravada...
Uso máscaras que falam
e que não dizem nada!

Eu uso máscaras...
Troco-as em cada ocasião,
cinicamente,
como quem troca de base ou de baton

Eu uso máscaras...
E o que eu seria sem elas?
Um ser cobarde!
Fraca de mais para enfrentar um mundo inteiro...
Alguém incapaz de encarar frente a frente,
realisticamente,
o seu Eu verdadeiro!

Íris Galvão

Justine disse...

Há quem nem use máscara nem faça qualquer esforço...

Ana Camarra disse...

Adoro Brecht mas estou como a justine, há maus que o são naturalmente sem esforço nenhum!

beijo

Maria disse...

Basta vê-los na televisão, "passadinhos a ferro", como se de anjinhos se tratasse...

Um beijo grande

samuel disse...

Tentar ser e estar com as pessoas boas, também exige um grande esforço... só que não faz inchar as veias da testa. É outro esforço!

Abraço

Utopia das Palavras disse...

É que nem precisava ter as veias inchadas na testa...a maldade transpareçe ( às vezes nao)!
Beijo, amigo
Ausenda

Fernando Samuel disse...

maria teresa: é claro que era de outras máscaras que o Brecht falava...
Um beijo amigo.

justine: é o que se chama a maldade natural...
Um beijo amigo.

ana camarra: esses são os maus... por natureza...
Um beijo amigo.

maria:... e bem mascarados...
Um beijo grande.

samuel: esse, de facto, é outro esforço e bem diferente...
Um abraço.

Ausenda: há casos em que está tudo às claars...
Um beijo amigo.

maria teresa disse...

Claríssimo...
Um abraço de amiga