POEMA

ALDEIA

Nove casas,
duas ruas,
ao meio das ruas
um largo,
ao meio do largo
um poço de água fria

Tudo isto tão parado
e o céu tão baixo
que quando alguém grita para longe
um nome familiar
se assustam os pombos bravos
e acordam ecos no descampado.

Manuel da Fonseca

5 comentários:

samuel disse...

Sempre que falava do seu Alentejo, Manuel da Fonseca ficava ainda maior.

Maria disse...

Grande Manuel da Fonseca....

GR disse...

Sem dizer a palavra, pintou um quadro, o Alentejo.
Tão lindo este poema.

GR

Fernando Samuel disse...

samuel, maria, gr: é o manel, não é verdade?

zambujal disse...

Dos poucos poemas (mas ainda são alguns) que sei de cor!
Não é no Alentejo, mas é o... Zambujal!