POEMA

CELEBRAÇÕES

Celebrou Dona Ema seu aniversário natalício.
Santos & Santos, banqueiros, o trigésimo quinto ano do ofício.
Encerrou-se o emprego para celebrar a data do Poder.
Carlos e Branca celebraram nó doirado
ainda firme, já um tanto empoeirado.
Clandestinamente, estralejou o foguete
a celebrar o dia de que se querem esquecer:
(a História tem folhas asas
que às vezes não podem poisar.)

Num âmbito vigente de agasalho
celebrou-se o Contrato Colectivo do Trabalho:
quarenta e cinco páginas brancas,
oito capítulos novos,
noventa cláusulas gordas
- e uns salários negros, velhos, magros...

Francisco Viana

3 comentários:

poesianopopular disse...

Tudo na mesma como antes!
É a função das palavras, que nos levam a fazer estas conclusões, poeticas ou em prosa!
Áh...e a experiência da vida!

samuel disse...

Parece feito ontem...

Fernando Samuel disse...

josé manangão: experiência da vida, dizes bem...

samuel: e é que parece mesmo...