POEMA

MAS GALOPAS

A galope
um cavaleiro atravessava a noite.
Inútil perguntar-lhe
o que levava. Galopava.

À desfilada
atravessava noites, abismos, cidades.
Não lhe perguntásseis de onde veio,
aonde ia. Galopava.

Furacão
vingador, arcanjo desencadeado
que resta do que foste? Já não és fogo
nem vento. És cinza, pó.
Mas galopas.

Papiniano Carlos

4 comentários:

samuel disse...

Dava uma tremenda de uma curta metragem de animação!
Assim eu soubesse desenhar o que estou a "ver"...
A música instrumental de fundo desembocaria na canção do Alberti e do Ibañes "A galopar".
Por nada... apenas para ficar com mais dois minutos cheios de "acção"! :)))

Abraço, hasta enterrarlos en el mar.

Justine disse...

Galoparemos, até sermos pó...
Que fulgurante hino de coragem!

poesianopopular disse...

Acreditar ...È preciso!
Papiano sempre!

Fernando Samuel disse...

samuel: a todos!...
(essa tua imaginária cavalgada é bela)
Grande abraço.

justine. sempre, sempre, até...
Um beijo amigo.

josé manangão: Papiniano sempre!
abraço amigo.