«NÃO QUEREMOS AQUI O FMI»

O Fundo Monetário Internacional (FMI) mandou dizer que «mantém o pessimismo em relação à evolução da economia e das finanças portuguesas».

Ele lá sabe porquê.
E, especialmente, ele lá sabe para quê.

Eis o que o FMI sabe: «se, este ano, não forem tomadas medidas adicionais de austeridade, o défice vai voltar a subir» (este malvado défice faz-nos as vidas negras...)

Que medidas de austeridade?
Bom, para o FMI austeridade há só uma: a que ele impõe e mais nenhuma...

E - vejam se percebem! - a questão é esta:
Ponto 1: Portugal tem que dar sinais de uma «consolidação sustentável e credível»; e
Ponto 2: esses sinais só serão visíveis com redução da despesa pública, aumento dos impostos; baixa dos salários - designadamente os dos trabalhadores da Função Pública; redução dos apoios sociais e do subsídio de desemprego (tanto mais que, diz o FMI, em 2010 o desemprego vai ter que continuar a aumentar).


Não há dúvida que este FMI é de ideias fixas.
Recordo que ele entrou em Portugal, em 1983, pela mão amiga do pai da política de direita, Mário Soares.
As primeiras imposições que fez, mal deu a mão a beijar ao dr. Soares, foram: forte quebra da despesa pública; descida de salários; aumento dos impostos - tendo gerado uma vaga de desemprego, de salários em atraso, de problemas para os trabalhadores.

E, já agora, recordo também que, por essa altura, uma das palavras de ordem mais gritadas pelos trabalhadores em luta era «Não queremos aqui o FMI» - a que acrescentavam: «Queremos cá o MFA»
E estavam cheios de razão.

12 comentários:

CRN disse...

No primeiro caso a palavra de ordem não se deixou de ouvir.
Em certas ocasiões poderia até parecer esquerdista, mas a verdade é que a vontade de os correr é de uma rebeldía quase incontrolável.

Um abraço!

smvasconcelos disse...

E com estas medidas pretendem controlar o défice?! O desemprego ou a redução de salários são abonatórios para a evolução da economia? Não é preciso ser-se economista ou gestor financeiro para perceber que não...
E os sacrificados são sempre os mesmos nestas "iluminadas" medidas.
beijo,

samuel disse...

As ideias são tão fixas como erradas! Talvez ainda mais erradas do que fixas...

Abraço.

poesianopopular disse...

Este FMI não é o tal, que costuma dar uma unha a quém lhe der o porco?
Fora com a corja nacional e internacional.
Abraço

Matos disse...

São ideias vampirescas.

Maria disse...

O FMI não deixou de ser o FMI. Aqui e no resto do Mundo.
(tenho saudades de algumas palavras de ordem...)

Um beijo grande

Graciete Rietsch disse...

MFA-POVO. Que Saudades! Que dias felizes! Voltarão? Sim, mas quando?
Um beijo com toda a confiança.

joão l.henrique disse...

Chegou o FMI e disse: Apertar o cinto. E o governo? OK, OK! Boa solução!.
Será que os portugueses ainda têm cintos e furos para apertar?

Antuã disse...

É só fminha.

maria povo disse...

...e a mim até parece que provocam crises e défices e levam paises à bancarrota, para depois virem "ajudar" com empréstimos do FMI!!?? que serão pagos com juros!!...e quase sempre são países do sul... não será esta a lógica capitalista?!?! criar crises para aumentar a exploração??!!

então está na HORA de rompermos com este circulo vicioso e viciado!!!

como diz o titulo de peça de teatro do Dario Fo: "Não recebemos, não pagamos!!!!"

Fernando Samuel disse...

CRN: «esquerdista»?: de esquerda!
Um abraço.

smvasconcelos: a política de direita serve exclusivamente os interesses do grande capital...
Um beijo.

samuel: erradas, fixas e... o raio que as parta...
Um abraço.

pesianopopular: é esse mesmo: fora com ele!
Um abraço.

Matos: Nem mais.

Maria: também eu; e há algumas lindíssimas...
Um beijo grande.

Graciete Rietsch: não exactamente iguais, mas voltarão.
Um beijo.

João I. Henriques: ao fim de 33 anos... é difícil apertar mais...
Um abraço.

Antuã: é só fmintos...
Um abraço.

maria povo: a lógica capitalista é a coisa mais perversa que existe...
Um beijo.

CRN disse...

Fernando,

Parte do comentário ficou cá dentro, por lapso.

Um abraço