DUAS PALAVRAS BASTAM

Ouvido na comissão de inquérito sobre a guerra do Iraque, Blair disse que «voltaria a fazer o mesmo» - isto é, voltaria a juntar-se ao governo de Bush na criminosa invasão, destruição e ocupação do Iraque.

As declarações de Blair não surpreendem: é um criminoso de guerra a falar, a exibir, com orgulho, as mãos cobertas de sangue de centenas de milhares de homens, mulheres e crianças, vítimas inocentes de uma das mais bárbaras carnificinas da história - e sabendo que o crime que cometeu vai ficar impune...

Também não surpreende que o carniceiro nos venha dizer que «acreditei sem a mínima dúvida que o Iraque dispunha de armas de destruição maciça»: com isto apenas confirma que, hoje, mente com a mesma desfaçatez e desvergonha com que mentiu quando usou essa patranha para justificar o crime.

Aliás, a existência ou não de armas de destruição maciça no Iraque, era uma questão secundária quer para o lacaio Blair quer para o seu boss Bush: ambos sabiam que essas armas não existiam - como, na altura, sabia toda a gente informada e lúcida, e como, hoje, sabe toda a gente.
Existia, isso sim, era a decisão tomada pelos EUA e servilmente apoiada por Blair de ocupar um país onde o petróleo abunda...

A dada altura, o asqueroso crocodilo simulou uma lágrima: «Sinto uma enorme responsabilidade e não há um dia em que não pense nos custos da guerra» - mas logo retomou a sua postura normal de assassino sem escrúpulos, garantindo que «faria tudo outra vez» e que «hoje, olho para o Iraque com um imenso orgulho».

«Mentiroso, assassino!»: gritou-lhe alguém da assistência - a confirmar que duas palavras bastam para o qualificar.

12 comentários:

poesianopopular disse...

Esta foi talvez a maior contribuição para aumentar o òdio entre os homens.
Agora um pedido aos vizitantes deste espaço verdadeiramente democrático -já todos devem ter percebido que os Lizades, os Mattos e companhia, são um só - ignorem-no, não entrem no jogo dele,para que este espaço não perca qualidade.
O exemplo do Fernando Samuel (POIS)é oexemplo de grande qualidade.
Ao Fernando Samuel as minhas desculpas por estar a meter a minha foice na ceara dele -é a solidariedade a falar mais alto.
Abraço

Zé Malhado disse...

Boa tarde,

Quero dizer que gosto muito deste blogue. E ja nao vinha ha muito tempo.
Apreciei este post, tem razão de ser. Eu tambem nao gosto do Blair, O que ele fez é mau e desumano. Estou com esperança que daqui a uns tempos os soldados saiam de lá e acredito nessa retirada a médio prazo.
Cumprimentos para todos os utilizadores.

Bom fim-de-semana a todos

filipe disse...

Duas palavras precisas e certeiras!
E, no contexto, decerto oportunas e corajosas, a merecer a nossa solidariedade e aplauso!
Forte abraço.

Aristides disse...

Muitas mais palavras poderíamos usar para caracterizar Blair (ou Bliar),mas essas duas aí bastam por certeiras.São esses os exemplos que nos apresentam como de grandes estadistas. Pobres de nós!

samuel disse...

Pena que todos estes criminosos não venham nunca a sentar-se no banco dos réus. Aí bastaria uma palavra: culpado!

Abraço.

Graciete Rietsch disse...

Essas duas palavras bastam para classificar todos os apoiantes dos que fizeram e fazem a guerra no Iraque e em tantos outros países assassinando, sim assassinando, milhões de inocentes.
Um beijo.

smvasconcelos disse...

E expressam bem e sucintamente aquilo que ele é!
beijo,

smvasconcelos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé Canhão disse...

Vou responder positivamente ao apelo do Poesia no Popular. Não responderei mais a seres que não o merecem.

Antuã disse...

Blair é um criminoso consciente. Nada fez sem saber claramente que cometia crimes hediondos. Todavia, a nossa moral é superior para lutar com tenacidade pela paz e pela libertação real dos povos.

Maria disse...

Este homem deveria ser julgado no Tribunal de Haia por crimes de guerra.

Um beijo grande.

Fernando Samuel disse...

poesianopopular: um grande abraço para ti, camarada.

Zé Malhado: obrigado pela visita e pelo comentário.
Um abraço.

filipe: na circunstância fora, talvez, as palavras mais adequadas.
Um forte abraço.

Aristides: os «grandes estadistas» que personificam a «democracia» dominante...
Um abraço.

samuel: infelizmente, esse dia está longe. E, no entanto, como dizes, bastaria uma palavra...
Um abraço.

Graciete Rietsch: de facto, são as palavras necessárias.
Um beijo.

smvasconcelos: duas palavras que dizem tudo sobre o monstro...
Um beijo.

Zé Canhão: um abraço.

Antuã: é isso: a resposta mais eficaz está na luta.
Um abraço.

Maria: só que... o Tribunal de Haia não existe para julgar os verdadeiros criminosos...
Um beijo grande.