POEMA

CELA 1


Aqui estou neurasténico
como um cão
danado a lamber a salgada
crosta das velhas feridas.

E em que língua
e com que rosto
aos meus filhos órfãos de pai
eu vou dizer que se esqueçam?


José Craveirinha

14 comentários:

samuel disse...

Infelizmente, doi mais, mas é necessário que lembrem...

Ludo Rex disse...

É dura a vida no cárcere... Uma Luta constante.
Abraço

Ana Camarra disse...

Sem palavras, demolidor.

do zambujal disse...

É pá, conhecia muito mal o Craveirinha poeta. Conhecia mais o autor de pequenos contos. Tem sido uma revelação. Obridado. Grande abraço.

álvaro magalhães disse...
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João Filipe Rodrigues disse...
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álvaro magalhães disse...
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dona tela disse...

Olhe, desta vez deu-nos para sonhar...

Muito obrigada por todas as atenções.

João Filipe Rodrigues disse...

Nota:

Os comentários de Álvaro Magalhães e minha resposta, foram eliminados deste post, uma vez que estão duplicados, nada tendo a ver com o post em causa.

Os mesmos poderão ser encontrados no post "BRANQUEAMENTOS..." publicado em 29 de Outubro de 2008.

João Filipe Rodrigues

Justine disse...

Esquecer não. Nunca.Duríssima e bela esta poesia, como um diamante

Maria disse...

Esquecer nunca!
Outro poema, belíssimo, do Craveirinha. Que bom!

Um beijo grande

Utopia das Palavras disse...

Quem pode algum dia esquecer...!!
A memória existe!

beijo
ausenda

poesianopopular disse...

Esquecer sería renegar o passado, de luta, dando a vida pela vida!
Abraço

Anónimo disse...

O Tal de Magalhães será o computador TIM TIM?!

Os poemas que nos tens oferecido, sõa lindos, também eu te agradeço, não conhecia o Craveirinha, vê bem como sou ignorante
Vamos lembrar juntos Carlos de Oliveira, pode ser?

Salmo

A vida
é o bago de uva
macerado
nos lagares do mundo
e aqui se diz
para proveito dos que vivem
que ador é vã
e o vinho
breve


Um abraço da Lagartinha de Alhos Vedros