POEMA

RENOVAÇÃO


Em cada dia morre um homem em mim.
Em cada dia nasce um homem em mim.
Só o itinerário é o mesmo, e isso decerto basta.
E eu tenho saudade dos homens que fui!
E eu anseio, espero os homens que serei!
Dia após dia, eu me renovo, sigo sempre.
Meus olhos de ontem não são meus olhos de hoje.
Um mundo morre, outro mundo nasce em cada dia.
So o itinerário é o mesmo, e isso decerto basta.


Papiniano Carlos

18 comentários:

samuel disse...

Honremos os que morrem e recebamos de braços abertos e acompanhemos passo a passo os que nascem... isso decerto basta.

Abraço

Maria disse...

Mais um poema de esperança e confiança num outro mundo, num mundo novo.

Um beijo grande

poesianopopular disse...

Constactação da realidade, com o pensamento no futuro!
O Papiniano Carlos é um homem do futuro!
Abraço

CRN disse...

Fernando,
Sem dúvida, o futuro é agora.

A revolução é hoje!

Hilário disse...

Fernando,
Estamos sempre em movimento. Estar sempre presente, olhando o futuro, não esquecendo o passado!

Um Abraço

Ana Camarra disse...

E assim que construi~mos com firmeza o futuro.

Beijos

Justine disse...

"Só o itinerário é o mesmo", e a isso se chama coerência! E basta!

jose disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
João Filipe Rodrigues disse...

O último comentário foi transferido para o post "Branqueamentos..." pois nada tinha a ver com o tema deste post.

Fica o alerta para o Sr. José Pedro Castanheira, o blog CRAVO DE ABRIL não tem, e espera-se que nunca venha a ter, a moderação de comentários activa.
Damos a liberdade a todos para comentar da forma que quiserem os artigos em causa, o que não podemos admitir é comentários que não sejam apropriados ao tema em questão.
E como vê, aqui respira-se liberdade, o seu comentário não foi eliminado, mas sim transferido e ao dispor de quem quiser.

Cumprimentos,
João Filipe Rodrigues

jose disse...

João Filipe Rodrigues:
Será você tão iletrado que não consiga distinguir entre um simples comentarista - no caso, eu, josé - e o jornalista ex-quadro do PCP José Pedro Castanheira?
Descanse, que não creio que o Castanheira algum dia passe por esta caixa de comentários. Se eu postei o discurso JPC de apresentação do livro «Biografia de um Inspector da PIDE» foi para que alguns dos leitores deste blog tivessem acesso livre a alguns aspectos do livro apresentado e pudessem verificar com os próprios olhos a patifaria fascista que o seu camarada de blog Fernando Samuel Casanova fez, ao censurar um livro que não leu e ao colocá-lo do seu Index de livros proibidos à boa maneira da Santa Inquisição da ICAR.
Sintomaticamente, nenhum dos habituais comentaristas aludiu ao meu post. Pesa-lhes a consciência ou temem o lápis vermelho dos censores do blog?

poesianopopular disse...

Caro José
Costumo comentar posts no "Cravo de Abril", sou um habitual comentarista como você me baptizou, a minha consciência é tão leve como uma pluma, e o meu temor é igual ao dos meus camaradas que passaram pelas masmorras da PIDE, sobre lápis meu caro ;vocês bem sabem o que escrevem e porque escrevem, todos os dias na comunicação escrita e falada.
A raposa tem sete manhas e alguns (jornalistas)têm sete vezes as manhas da raposa.
Amim pode chamar-me iletrado se isso sustenta o seu ego, porque eu só tenho a 4ª classe feita há 55 anos, mas exijo que me respeitem, se conseguir eu agradeço.

Ana Camarra disse...

Sr. José

Eu também sou comentadora assidua deste blogue.
Eu também sou comunista.
Eu até li o livro da Irene Pimentel, sobre a PIDE e sobre o Movimento Nacional Feminino, não tenho por hábito dizer mal ou bem sem me informar primeiro, manias, deformações.
Por outro lado o Senhor já parece fazer juizos de valor com base nas permissas que constroi sozinho, os leitores deste blogue que quiserem conhecer esse livro, podem faze-lo da forma habitual em que se costuma conhecer um livro, lendo-o.
Quanto ao que considera de patifaria fascista, muito me ocorre neste momento, por exemplo dizer-lhe que patifaria é vir a casa de outrem apenas para achincalhar e insultar, uma coisa é vir aqui ou a outro destes espaços virtuais trocar ideias, torcar argumentos de forma racional e educada outra é achincalho.
Eu não frequento blogues que não gosto, vou lá vejo, não me interessa mudo de rumo, mas frequento muitos blogs de pessoas com outras ideologias politicas que também frequentam o meu, de forma civilizada.
Que deve ser uma forma que desconhece.

(Pessoal autor do Cravo de Abril, peço desculpa mas como somos todos arrolados como mau feitores, senti-me no direito de ripostar. Beijos para vocês)

samuel disse...

A preguiça aconselha-me a subescrever inteiramente o comentário da Ana (e do Poesia...) e não gastar mais cera...

Adenda: Ó João!!! Então um comentador identifica-se como JOSÉ (o link não vai dar a lado nenhum), escreve um enorme texto sem dar indicação alguma de que é uma trancrição, no final assina como JOSÉ... e tu não enxergas que se trata de dois JOSÉS?!
Realmente, que iliteracia! :-)))

Abraço

Anónimo disse...

Também eu por aqui passo quase diariamente, para ler a boa poesia que este blogue nos oferece.
Com a minha idade, já não estou para aturar parvoíces de Zés ou Joões, leio o que quero, o que gosto, o que se identifica com a minha forma de estar na vida.
Os livros estão caros, por isso só compro mesmo aqueles que sei que me interessam.´
Não posso gastar dinheiro em surpresas desagradáveis.

Sou comunista, tenho orgulho de pertencer ao partido que de facto defende os trabalhadores e luta por uma sociedade mais solidária e mais fraterna.

Desculpa amigo Cravo de Abril, mas gosto demasiado de vir aqui, para permitir que algum traidor, ou ignorante, me tire este gosto

Abraços da Lagartinha de Alhos Vedros

Fernando Samuel disse...

MEUS AMIGOS E AMIGAS:
atacado por não sei que praga informática, o meu computador tem vindo a impedir, há mais de uma semana, a minha participação regular no Cravo de Abril.
Depois, a minha total e absoluta incapacidade para, sozinho, superar estas «informatiquices», mais a falta de tempo para pedir as ajudas necessárias, fizeram o resto...
Tenho esperança, no entanto, de que dentro de dias tudo fique resolvido.
Até lá, continuarei a recorrer a computadores de amigos (de acordo com o tempo disponível deles e meu).
Abraços para todos.

Fernando Samuel disse...

Três observações ao comentário do visitante «jose»:
1 - A «História da PIDE», de Irene Pimentel - que tive oportunidade de ler - é um trabalho obviamente inserido na operação em curso de branqueamento do fascismo - operação sustentada, entre outras coisas, na tese segundo a qual em Portugal não existiu fascismo.
2 - Como escrevi no meu post de 29.10, não li (nem me pronunciei sobre) o último livro da autora. Pronunciei-me, isso sim, sobre o que tinha lido: as declarações, sobre o livro, proferidas pela autora em entrevista ao DN.
Sobre essas declarações escrevi - e mantenho - que elas me dão legitimidade para pensar que estamos perante mais um livro inserido nessa operação branqueadora.
3 - O «jose» tem o direito de insultar os visitantes do Cravo de Abril da forma que o fez; tem igualmente o direito de considerar «patifarias fascistas» as minhas opiniões sobre as declarações de Irene Pimentel ao DN.
Os visitantes do Cravo de Abril têm o direito de reagir aos insultos como muito bem entenderem.
Eu tenho o direito - que assumo e passo a cumprir - de rejeitar dialogar com quem escreve o que «jose» subscreve.
Ponto final.

Maria disse...

Esta coisa do tal de josé deve ter sido virus...
Aqui, no meu querido Mac, não entrou post novo do Cravo de Abril, o feed não acusou. Será porque o meu querido Mac sabe que tenho alergia, brotoeja, sei lá, outras coisas mais, a certo tipo de comentadores e comentários, por isso me poupou.
Que o tal de josé seja muito feliz é o que lhe desejo.
Apesar de me ter insultado. Mas estou muito bem rodeada de AMIGOS que também foram insultados. E assino por baixo o que todos eles disseram.
Quando era pequenina ensinaram-me umas quantas regras de boa educação, sendo que uma delas era se não gostava disto ou daquilo (pessoas ou coisas), dava meia volta e saía. É o que faço quando entro em casa de alguém (leia blog, snr. josé), não gosto, não comento e saio. É uma questão de berço, sabia?

João Filipe Rodrigues disse...

E está tudo dito!