POEMA

HOMEM


Inútil definir este animal aflito.
Nem palavras,
nem cinzéis,
nem acordes,
nem pincéis
são gargantas deste grito.
Universo em expansão.
Pincelada de zarcão
desde mais infinito a menos infinito.


António Gedeão

(Gedeão é a escolha do Cravo de Abril para o ciclo de poesia hoje iniciado.)

9 comentários:

Justine disse...

Boa, FS!! Um dos meus poetas favoritos:))

Maria disse...

E é uma belíssima escolha!

UM beijo grande.

GR disse...

Boa definição.

Gosto bastante do Gedeão!

Bjs,

GR

Anónimo disse...

passando pelo zero , que tb é número.
gostei.
abraço do vale

samuel disse...

Ora então, deixa-me cá sentar e sacar a viola... estou em casa! :-)))

Abraço.

joão l.henrique disse...

Escolha excelente, Gedeão é dos poetas que eu muito gosto.

Um abraço.

Graciete Rietsch disse...

Que maravilha ter aqui o meu poeta- físico. Obrigada.

Um beijo.

Fernando Samuel disse...

Para todos: pelos vistos estamos em sintonia poética...

Abraços e beijos.

smvasconcelos disse...

Que bom!!!:))))
beijo