TRABALHO E CHICOTE

Camilo Lourenço é um dos vários comentadores de serviço à política de direita nos média do grande capital.
No momento actual, a sua tarefa é a tarefa de todos os seus colegas: por um lado, «justificar» todas as medidas governamentais gravosas para os trabalhadores e para o povo e, por outro lado, «demonstrar» a «necessidade», a «inevitabilidade» de mais e mais medidas igualmente penalizadoras de quem trabalha e vive do seu trabalho.

É claro que, sendo contrárias aos interesses dos trabalhadores e do povo, essas medidas são altamente favoráveis aos interesses dos grandes grupos económicos e financeiros - mas isto sou eu a falar... porque o que eu digo por essas palavras, dizem-no os referidos comentadores falando do «interesse nacional», por eles identificado com o interesse do grande capital - e identificado também com o seu interesse pessoal de, certamente bem remunerados, propagandistas da política de direita.

Curiosamente, são cada vez mais os mercenários do comentário que desvendam, nos seus escritos, uns às claras, outros às escondidas, claríssimas simpatias pela política do antigamente - o que não é de estranhar, tantas são as semelhanças existentes entre a política que propagandeiam e a que era praticada no tempo do fascismo.
(ontem mesmo, passou por aqui um Duque, que advogava, como solução final para a saída de «crise», o regresso à prática do trabalho e chicote, tão acarinhada pelo salazarismo...)

Camilo Lourenço
é um dos que, no que diz e no que escreve, faz questão de exibir, a par da sua entusiástica defesa da política-de-direita-o-mais-à-direita-possível, um profundo reaccionarismo caldeado em imensa saudade desses bons velhos tempos...
Ontem, no Jornal de Negócios, escreveu ele, cheio de saudades:
«No último século só tivemos contas públicas em ordem quando vivemos na Ditadura».

Aí está: não há como a ordem fascista para pôr em ordem, não apenas as contas públicas, mas tudo o que deve ser posto na ordem...
E para quem pensar o contrário... trabalho e chicote.

12 comentários:

samuel disse...

Isto parece uma "câmara escura". Tanta gente a revelar-se...

Abraço.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Do que o Camilo Lourenço se esquece, ou nem sabe, é que se voltássemos a esses tempos, ele nem emprego por cá tería.
Ia-se ver "negro" para sobreviver, porque "esse" regime não era muito dado a diversidade cromática !

joão l.henrique disse...

Trabalho e chicote para o Camilo Lourenço também.

Um abraço.

Bolota disse...

Moços,

Mas a porra é que os Duques e os
Camilos Lourenços falam grosso e ditam leis...coisa que e se vivessem num regime que defendem, o contrario não acontecia.

Já imaginaram por exemplo Alvaro Cunhal se no tempo do Botas desse opiniões sobre as condições de vida do Povão???

Abraços

Maria disse...

E tinha só 14 anos quando se deu o 25 de Abril de 1974. Imaginem se fosse da idade de um qualquer kaulza... o que diria?

Um beijo grande para ti, Fernando Samuel.

Anónimo disse...

Camilo Lourenço é mais um dito «analista»... mas pensei que o seu trabalho fosse o de apresentar programas e entrevistar outros chamados «analistas».
Afinal, Camilo Lourenço também faz comentários, como José Gomes Ferreira da SIC e até a Ana Lourenço (da SIC Notícias).
Ou seja, Camilo Lourenço, faz dois trabalhos, ao mesmo tempo, para a televisão: o de apresentador e comentador.
Portanto, é um homem generoso para a sua estação televisiva (para o seu patrão).
E com tanta generosidade junta, apetece fazer outras perguntas...

Será que Camilo Lourenço também é contino, em horas extra, no bufete da estação televisiva? Ou é o tal tipo que arranjaram para limpar as latrinas (já que o funcionário que tinham foi despedido)?

José Rodrigues disse...

A cor do dinheiro para esse melro,mesmo que seja suja de sangue, não interessa nada.Desde que seja "lavado"... o homenzinho é asqueroso!


Abraço

Antuã disse...

A besta tem a mania de escrever camelo com i.

Graciete Rietsch disse...

Trabalho e Chicote para quem produz. Cenoura para eles.

Um beijo.

Anónimo disse...

O sr. sabichão(pundit),pago a bom preço e,sempre com aquele sorrizozinho de sacana,especialista,vidente que fala para os atrasados mentais.Só que a economia é demasiado importante para estar nas mãos de economistas(vide,o cavaco...).Ultimamente,a ciência(?????) dos economistas,tem andado pelas ruas da amargura estando mais perto dos astrologistas,tarólogos e,outros charlatães.Da Banca,já se fala,(há muito tempo,oh,especialista camelo!!!)que a a dita é um enorme esquema de Ponzi(à maneira de cá-DªBranca scheme)....

Anónimo disse...

Camilo Lourenço é um daqueles seres que se presta a tudo.
Há uns que se deixam servir e outros que servem.
Camilo faz parte dos últimos.
Porém, Camilo é mesmo um daqueles que prefere ir mais além... Adora servir.

Fernando Samuel disse...

samuel: ou: tanta gente a pôr a cabeça de fora...
Um abraço.

Eduardo Miguel Pereira: dessa eu não me tinha lembrado...
Um abraço.

joão l.henrique: aí está uma ideia...
Um abraço.

Bolota: estes, se vivessem nesse tempo, seriam o que são hoje...; e o Álvaro fez muito mais do que dar opinião sobre as condições de vida do povo...
Um abraço.

Maria: diria... mais ou menos o mesmo que diz...
Um beijo grande.

Anónimo: perguntas a que só ele pode responder...

José Rodrigues: o dinheiro não tem cor...
Um abraço.

Antuâ: é um erro ortográfico...
Um abraço.

Graciete Rietsch: é esse o lema dos exploradores de todas as épocas..
Um beijo

Anónimo: os «sabichões» fazem-se pagar caro...

Anónimo: e é significativa a diferença...