NAS HONDURAS O CRIME CONTINUA

Mais um jornalista foi assassinado nas Honduras, vítima da democracia made in USA ali reinante.
Chamava-se Nery Orellana e tinha 26 anos.
Trabalhava numa rádio comunitária - Jaconguera - onde denunciava corajosamente os crimes cometidos às ordens do bando de fascistas que, com o apoio do Governo de Obama, detém o poder nas Honduras.

O jovem jornalista foi assassinado a tiro no dia 13 de Julho, por «desconhecidos» - certamente os mesmos «desconhecidos» que já haviam assassinado 12 jornalistas hondurenhos...
A equipa encarregada pelas «autoridades» de investigar o assassinato, diz tratar-se de «um assalto» - como disse em relação aos outros 12 jornalistas assassinados por «desconhecidos»...
Os média dominantes - seguindo os «critérios informativos» adoptados nos casos dos anteriores 12 jornalistas vítimas de «assalto» cometido por «desconhecidos»... - silenciaram o assassinato do jovem Nery Ollerana: mais uma vez, nem uma palavra!

Relendo o que acima está escrito, assalta-me a sensação de que me estou a repetir, de que este post é igual a vários outros aqui publicados: o mesmo cenário, os mesmos criminosos, os mesmos métodos, os mesmos silenciamentos...
Há no entanto uma diferença essencial entre cada um dos vários posts: os nomes das vítimas.
O que quer dizer que, nas Honduras, o crime continua.
E enquanto isso acontecer, o Cravo de Abril continuará a denunciar os criminosos e a manifestar a sua total solidariedade com as vítimas.

11 comentários:

samuel disse...

"Há no entanto uma diferença essencial entre cada um dos vários posts: os nomes das vítimas."

Muito bom! É a destruição da ideia da "cassete"... no entanto, persiste a canalhice de insistir nessa ideia.

Abraço.

joão l.henrique disse...

Esses, são os crimes e os criminosos que os média portugueses vão tentando esconder.

Um abraço.

Maria disse...

Estas barbáries têm de ser denunciadas. Faz por isso e muito bem o Cravo de Abril.
Solidária, sempre.

Um beijo grande.

Graciete Rietsch disse...

Se os crimes se repetem, porque temos de mudar de linguagem?
É preciso denunciar sempre e cada vez com mais força os crimes horrorosos do fascismo.
Ao calar estamos a colaborar como acontece com a nossa comunicação social.

Um beijo.

GR disse...

Fernando Samuel,
sempre alerta e solidário.
Este é mais um post que terá de circular, entrando no ecrã do maior número de pessoas.

BJS,

GR

O Puma disse...

Os monstros

não têm pátria

Antuã disse...

Já reenviei para a maioria dos meus contactos.

cid simoes disse...

Na Noruega mata-se indiscriminadamente, nas Honduras as vítimas são seleccionadas.Ambas com a mesma ideologia na base.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Estava a ler o teu post e a pensar cá para comigo "isto é chover no molhado", eis senão quando, te sais com a questão dos nomes irem mudando e ... a chuva já não se me afigura tão "molhada".

Anónimo disse...

Não convém aos EUA falar sobre estes assuntos, agora que as notícias só falam do criminoso norueguês.
No entanto, na América do Sul, estes assuntos são conhecidos e todos os dias, a impaciência dos povos latino-americanos cresce em relação ao vizinho do norte.

Fernando Samuel disse...

samuel: a cassete tem sido um dos principais instrumentos da contra-revolução: quer no combate aos revolucionários, quer como arma dos contra-revolucionários...
Um abraço.

joão l.henrique: por isso é preciso denunciá-los...
Um abraço.

Maria: «é preciso avisar toda a gente»...
Um beijo grande.

Graciete Rietsch: é isso mesmo.
Um beijo.

GR: um beijo grande.

O Puma: é bem verdade.
Um abraço.

Antuã: um abraço.

cid simões: os criminosos são da mesma família...
Um abraço.

Eduardo Miguel Pereira: pois não, se olharmos a que cada nome é mais um crime, é necessário prosseguir exaustivamente a denúncia dos criminosos...
Um abraço.

Anónimo: se assim é na América do Sul, ainda bem.