SEM OLHAR A IDADES...

Eis a ideia:

REFORMA AOS 70 ANOS -
e só depois de 52 anos de trabalho e de descontos.

A ideia nasceu nos EUA, como em regra acontece com todas as ideias da mesma família...
E, como é hábito quando se trata de ideias destas, a dita atravessou o oceano e chegou à Europa... onde foi recebida de braços abertos e... cá está!

O Comissário Europeu para o Emprego, Lázló Andor, delirante, de imediato lançou mãos à obra de fazer aprovar e implementar, com carácter de urgência, a genial ideia - e explica que «a actual situação é insustentável e é necessário olhar com atenção para o equilíbrio entre o tempo passado a trabalhar e na reforma».
Por seu lado, Ângela Merkel «deseja que a medida entre em vigor rapidamente em toda a Europa» - e nem sentiu necessidade de explicar porquê...
Assim, tudo indica que a ideia será aprovada até 15 de Novembro deste ano.

Por cá, a família da política de direita é unânime no apoio à ideia: por ser uma boa ideia, é claro, mas também porque vem «da Europa» e, essencialmente talvez, porque tem o selo de garantia humanista dos EUA - que são, não o esqueçamos, os progenitores dos direitos humanos...

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, diz que sim - e explica, recorrendo a uma da várias cassetes governamentais, que «os interesses dos portugueses estão, sempre, em primeiro lugar»...;
e a ex-ministra da Saúde, Ana Jorge, diz que aumentar a idade da reforma «pode ser uma inevitabilidade» - porque, explica, se a esperança média de vida dos portugueses é, actualmente, de 78,7 anos, então os trabalhadores, reformando-se aos 70 ainda têm 8,7 anos para descansar...

Como se vê, estes nossos governantes - quer os que dão ordens à distância quer os que as cumprem aqui em casa - só pensam em nós...
E é bom que saibam que, quando chegar o dia de sermos nós a pensar neles, pagar-lhes-emos como merecem: reformando-os.
Todos.
E sem olhar a idades...

14 comentários:

Antuã disse...

A Ana Jorge é tão besta como os nazis americanos e europeus. A esperança de vida está a diminuir em Portugal graças à fome, às condições de vida e graças à falta de saúde que Ana Jorge e o seu antecessor Correia de Campos promoveram.

samuel disse...

Cantava (e canto) uma cantiga "humorística", cantada como cantiga infantil e sobre a música ternurenta dos "Passarinhos tão engraçados, fazem os ninhos com mil cuidados...", mas nuva versão dedicada à PIDE, que acabava assim:

E todos juntos vamos cantar
por esse dia quase a chegar
em que tenhamos ocasião
de lhes pagar tanta atenção.

Abraço.

joão l.henrique disse...

Depois dos roubos que fizeram aos pobres, essas pessoas só podem ser reformados sem subsídio.

Um abraço.

Pata Negra disse...

Estes senhores estão a trabalhar que nem porcos! Na verdade será mais fácil ver um porco a andar de bicicleta do que a trabalhar! O que está a acontecer, neste tempo, é que os porcos estão a engordar demasiado! E o que é que é normal acontecer quando os porcos estão a ficar muito gordos?!
Dá para acreditar no que eles dizem mas não dá para aceitar a sua falta de vergonha! Que esforço de luta que prá aí vem!
Um abraço dum armazém de bolota

Pata Negra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Graciete Rietsch disse...

Eu quase me recuso a acreditar. Como é possível tanta eatupidez e subserviência?

Um beijo.

GR disse...

Faço das palavras do Antuã, as minhas palvras.

Mas como é possível o povo ter votado nesta gente?!

BJS,

GR

Anónimo disse...

Esta ideia vem de uma classe que despreza os direitos no trabalho, bem como o nome "trabalhador".

Anónimo disse...

O povo votou nesta gente porque o revisionismo é um cancro letal que existe no seio da classe trabalhadora. Como as crianças apenas sabe protestar, mas não sabe o que quer nem sabe combater o inimigo.

cid simoes disse...

Já não existem palavrões adequados, só o vómito define esta chaga purulenta.

Anónimo disse...

anónimo das 10:30, infelizmente para si, o PCP não se integra no chamado "revisionismo" e combate estes problemas, desde que foi nascido.

Anónimo disse...

anónimo das 14:44, Não percebo que o PCP seja causa da minha infelicidade, eu suponho que é a causa da desgraça da classe trabalhdora portuguesa. Vê-se que o sr. não conhece a história do PCP,mas isso constitui um problema seu. Para mim isso é-me indiferente.

Anónimo disse...

Anónimo das 16:56, por não considerar o PCP um partido de luta, o seu argumento está esgotado. Vá para sua «Chispa!»

Maria disse...

Reformá-los sim, mas com a reforma mínima. Para saberem como é.

Um beijo grande.