ARMA SECRETA
Tenho uma arma secreta
ao serviço das nações.
Não tem carga nem espoleta
mas dispara em linha recta
mais longe que os foguetões.
Não é Júpiter, nem Thor,
nem Snark ou outros que tais.
É coisa muito melhor
que todo o vasto teor
dos Cabos Canaverais.
A potência destinada
às rotações da turbina
não vem da nafta queimada,
nem é de água oxigenada
nem de ergóis da furalina.
Erecta, na torre erguida,
em alerta permanente,
espera o sinal da partida.
Podia chamar-se VIDA.
Chama-se AMOR, simplesmente.
António Gedeão
7 comentários:
Está na altura de passar a ser menos secreta e mais usada...
Abraço.
Bom dia
Poema muito bonito, é de louvar a sua colocação no seu blog.
«O princípio do governo democrático é a liberdade. Ao ouvir repetir este axioma, poderia crer-se que só nele pode encontra-se a liberdade; porque esta, segundo se diz, é o fim de toda a democracia. O primeiro carácter da liberdade é a alternativa no mundo e na obediência. Na democracia o direito político é a igualdade, não relativamente ao mérito, mas segundo o número. uma vez assente esta base de direito, segue-se como consequência que a multidão deve ser necessariamente soberana e que as decisões da maioria devem ser lei definitiva, a justiça absoluta; porque parte-se do princípio de que todos os cidadãos devem ser iguais.»
(Aristóteles, Política)
Abraços
Carlos Sameiro
samuel: bem preciso é...
Um abraço.
Carlos Sameiro: obrigado pela visita e pelo comentário.
(quando todos os cidadãos forem, de facto, iguais em direitos e deveres, teremos conquistado finalmente a democracia)
Um abraço.
Conheço muito bem este poema até porque o lia aos meus 3 filhos mais velhos, quando eram pequenos e andavam sempre pegados. Não digo isto por vaidade mas porque sempre admirei o poeta ANTÓNIO GEDEÃO.
Um beijo.
Graciete Rietsch: muitas são as razões para o admirar.
Um beijo.
Este Gedeão era, é, um génio!
Um beijo grande.
Maria: e será...
Um beijo grande.
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