POEMA
VIAGEM ATRAVÉS DE UMA LÁGRIMA
Nós, comunistas,
não habitamos
o deserto
nunca.
Há sempre
alguma coisa
alguém
uma palavra
uma canção
um nome
que de repente
se transforma em lágrima.
A lágrima
ao sol
é um pequeno punho
de cristal.
Mário Castrim
É traço de união
E crítico mordaz
Espelho da convicção
Fruto da Revolução
Interveniente pela paz
Exímio a analisar
As manobras capitalistas
Certeiro a denunciar
Os que nos querem tramar
Travestidos de socialistas
É notícia, é informação
Poesia revolucionária
É apelo aos que não
Vislumbram a voz da razão
É uma força libertária
Revolucionário a mobilizar
Convicto e subtil
Eficaz a argumentar
Democraticamente exemplar
Parabéns CRAVO DE ABRIL.
Manangão
8 comentários:
Cada lágrima traz o sal que temperará os sorrisos a haver...
Abraço.
Estes poemas do Castrim são, todos eles, belíssimos!
Um beijo grande
Belíssima, esta viagem!
O deserto não pode ser habitável por quem é sensível às lágrimas da humanidade.
beijos,
Sílvia
Na suavidade das palavras de Mário Castrim, o deserto fica repleto de afectos.
bjs,
Gr
A sensibilidade e humanismo carácter nosso só nosso, inspira quem aqui vem...
É belo e reconfortante percorrer as vossas palavras...
Viva o Cravo de Abril e todos aqueles que todos os dias o enchem de progresso ideal luta e camaradagem!!!
Beijos revolucionários
Fernabdo Samuel
Segundo Mário Lino eu habito no deserto...
O que eles não percebem, ou não querem, é que a união em torno de um ideal, de uma certeza, nos dá força de fazer o deserto florir.
Beijos
"A lágrima
ao sol
é um pequeno punho
de cristal"
de que vale dizer mais?
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