POEMA

ALENTEJO


O camponês alargou o braço
à cintura redonda da distância.

As palavras que tinha
subiam da cisterna da memória
encontraram a saliva na boca
todas se desfizeram na saliva.

Depois, José Luís cuspiu-as para a terra
brandamente
como se entregasse um filho
a sua mãe.


Mário Castrim

8 comentários:

Ludo Rex disse...

Neste Alentejo... Neste Alentejo...
Abraço

samuel disse...

Ou como se ele próprio o desse à luz...

Abraço.

Maria disse...

A Reforma Agrária cantada pelo Castrim - uma certa forma de cantar...

Um beijo grande
(que memórias boas!)

Justine disse...

Imagens fortíssimas!

Graciete Rietsch Monteiro Fernandes disse...

Adoro os poemas do Castrim que publicas. Então os relativos ao Alentejo.......!!!!!!!!!nem dá para falar.Entram em nós. Abraços.

Fernando Samuel disse...

Ludo rex: onde a luta continua!
Um abraço.

samuel: exacto!
Um abraço.

Maria: o Alentejo, a luta, o futuro...
Um beijo grande.

Justine: e belas!
Um beijo.

Graciete Rietsch Monteiro Fernandes: não tenho conseguido acesso à caixa de comentários do teu blog - vou continuar a tentar.
Um beijo amigo.

Ana Camarra disse...

A terra é mãe

abraço com poejos, coentros e hortelã da ribeira

Fernando Samuel disse...

Ana Camarra: ah!, com esses cheiros o abraço é muito mais gostoso.
Um beijo.