POEMA

CAFÉ


XXXIV


(Cantámos em redor da Estátua.)


Em multidão
os homens parecem maiores do que são.

Nela
a nossa voz,
tão rude quando cantamos sós,
parece mais bela.

Num coro de cantar
sai cá para fora
tudo o que há em nós de sol-treva no luar.

(O resto - os sonhos mesquinhos -
fica para a solidão
dos caminhos.)


José Gomes Ferreira

7 comentários:

Graciete Rietsch disse...

"Tu sózinho não és nada
Juntos temos o Mundo ma mão"


Beijos.

samuel disse...

Mesmo quem canta a solo só canta verdadeiramente se fizer os outros cantar... nem que seja por dentro...

Abraço.

Maria disse...

Um verdadeiro hino à voz colectiva!

Um beijo grande.

poesianopopular disse...

O José Gomes Ferreira,sabia odo que falava e onde pretendia chegar!
...e não que, chegava mesmo!
Abraço

Pedro Namora disse...

Hoje, o nosso Fidel comemora 84 anos de vida. E para que possamos cantar a sua vida honrada, deixo aqui, com um pedido de desculpas pela intromissão, um poema que encontrei no sítio cubadebMuchas razones a defender



Son, lo digo yo
muchas razones a defender
difícil es el camino pero yo sigo con él.
Han sido más de cincuenta
los años que hemos tenido
la suerte de haber vivido
sin ser objetos de venta.
Consecuencia que sustenta
el rumbo que hemos tomado
que fue el camino trazado
desde el Moncada a La Sierra
sin dejar en pie de guerra
de estar sirviendo a tu lado.
Son, lo digo yo
muchas razones a defender
difícil es el camino pero yo sigo con él.
Han sido muchos los sueños
que trataron de quebrarte
pero tú has sabido alzarte
a golpe de fe y empeño.
Y a pesar de que el norteño
ha enfilado sus ballestas,
y hasta ha imaginado fiestas
preparando tu caída
hoy sin temor a la herida
vives con las botas puestas.
Son, lo digo yo
muchas razones a defender
difícil es el camino pero yo sigo con él.

Viva CUBA!

GR disse...

A poesia de Zé Gomes Ferreira ainda hoje é, cantada por todos nós e que bela música fez Fernando Lopes-Graça.

Bjs,

GR

smvasconcelos disse...

Este é outro poema lindíssimo do José Gomes Ferreira. Um apelo ao colectivo, porque em "multidão somos maiores".
Beijo