E DE QUE MANEIRA!

Mais importante do que saber o número dos que participaram na gigantesca manifestação da CGTP - 200 mil?; mais de 200 mil?; muito mais do que 200 mil?: tanto faz - é observar as reacções dos «analistas políticos» de serviço, todos eles visivelmente apavorados com a impressionante demonstração da força organizada dos trabalhadores.

Coitados dos rapazes: depois de espremerem em vão as meninges em busca de argumentos capazes de demonstrar o indemonstrável, lá tiveram que recorrer ao velho, gasto e regasto argumentário nascido há mais de cinquenta anos, borrifando-o, como manda a tradição, com uns pingos de saloio paleio modernista...
Mas a verdade é que Salazar disse tudo o que havia a dizer sobre o assunto, com a vantagem de, então, poder recorrer ao «argumento» repressivo em moldes hoje impraticáveis - pelo menos até ver... - e aos pobres «analistas», ai deles!, tudo lhes saíu fraco, frouxo, blá-blá-blá, nhã-nhã-nhã. Tudo, excepto, certamente, o cachet...

E, a propósito de cachet, registe-se o facto de João Proença, o chefe amarelo da amarela UGT - instrumento relevante no apoio à política de direita ao serviço do grande capital - ter aproveitado a oportunidade para vir a público, mais uma vez, proclamar as supremas virtudes do Código do Trabalho - «bom para combater a crise», bom para os trabalhadores, bom para todos, enfim só bondades.
Corrijo: só bondades, não: Proença admite que o Código tem um «mal»: o de «ter entrado em vigor demasiado tarde»...

Tudo isto a confirmar que a poderosa manifestação da CGTP-IN- pela sua dimensão, pela sua força e pelas potencialidades que revelou em matéria de continuação da luta - os incomodou. E de que maneira!

11 comentários:

samuel disse...

O problema (deles, claro) é que perante uma "coisa" destas não lhes resta muito a dizer... a não ser que tenham algo de brilhante a argumentar, como sócrates, para quem, "os números não são importantes".

Abraço

Carlos Vale disse...

É esta criatura um dirigente sindical? Não,não pode ser um dirigente sindical...É um actor contratado para representar um papel...Mas,nem para isso serve. Representa muito mal o papel e representa,ainda pior os trabalhadores dos sindicatos que o tem por infelicidade como dirigente.Uma desgraça nunca vem só. Carlos Vale

Crixus disse...

O que é certo é que os trabalhadores portugueses sabem que este codigo do trabalho é contra os seus interesses, e a favor dos patrões, e que é preciso uma nova politica para combater a crise, uma politica (verdadeiramente) de esquerda. O problema são as mil e uma artimanhas usadas para manietar o povo, UGT's, "comentadores", Manueis Alegres, etc...

poesianopopular disse...

Quanto mais eles tentam disfarçar, maior é a nossa convicção, de que os incomodámos o suficiente para terem de encolher as unhas.
O cerco aperta companheiro, é agora ou nunca!
Socialismo ou morte!
Abraço

Ana Camarra disse...

Pois, se tivesse entrado em vigor mais ced a recompensa dele era maior.....

beijos

O Puma disse...

João Proença a uma semana do congresso da ugt
afirmou ser importante
o ps de novo alcançar a maioria absoluta

Já não há pachorra para este circo

Antuã disse...

o chefe da união Geral de Traidores perdeu toda a vergonha. Essa da maioria absoluta é que define quem é correia de transmissão de quem.

Maria disse...

Eles estão incomodados, e podem prever o que se poderá seguir...
E como calar proença se a vergonha não existe para aqueles lados?

Um beijo grande

filipe disse...

Inteiramente de acordo, sobretudo com o que afirmas no último parágrafo. De facto, desmentindo os arautos das impossibilidades, das dificuldades, as "análises" sobre a "falta de ânimo" e de "desmobilização", a resposta dos trabalhadores, à convocação da sua CGTP, é uma vigorosa e eloquente afirmação de oposição ao governo e de vontade de lutar, a par da crescente adesão de novas vontades à aspiração de profunda mudança na situação do país. Após 13/3, ficamos mais próximos da ruptura patriótica.
Abraço.

Anónimo disse...

Razões para continuarmos esta luta não faltam.
Resistiremos.
Eles sempre fizeram o seu papel... e nós sempre resistimos.
E se eu já não fôr viva para vêr, sei que a minha filha verá por mim, e que não me perguntará "porque é que não lutaste contra isto?", porque ela saberá que sempre estive com os que lutam. E também ela lutará...

anónima ma nom troppo

Fernando Samuel disse...

samuel: o negócio dele... são outros números...
Um abraço.

Carlos Vale: ele cumpre o seu papel e esforça-se para o cumprir bem...
Um abraço, camarada.

crixus: mil e... muitas artimanhas...
Um abraço.

poesianopopular: a luta continua até à vitória final.
Um abraço.

Ana Camarra: o homem tem a sua vida, não é?...
Um beijo.

O Puma: estão todos muito afinados...
Um abraço.

Antuã: chamemos-lhs o que são: correias de transmissão dos interesses do grande capital.
Um abraço.

Maria: o Proença surge sempre nos momentos em que a defesa do grande capital está na ordem do dia...
Um beijo grande.

Filipe: mesmo sabendo que a concretização da ruptura é difícil, vale a pena lutar...
Um abraço.

anonima ma non tropo: saberes que essa pergunta não será feita, é o mais importante de tudo...
Um beijo amigo.