PARA DAR MAIS FORÇA À LUTA

Repetindo:
Levar a luta ao voto, no dia 5 e, a seguir, levar o voto à luta.
Ou, dito doutra maneira: fazer do acto eleitoral uma jornada de luta, igual a uma grande manifestação de massas ou a uma greve geral - e fazer do voto uma arma.

Para que isso aconteça - com êxito - temos muito trabalho à nossa frente.
Há que despertar memórias:

É preciso lembrar aos que no dia-a-dia lutam connosco mas nos dias das eleições votam com eles, que se assim continuarem a fazer estão a votar contra si próprios, contra os seus interesses pessoais - e que têm que dar ao seu voto, no dia 5, a razão que os fez, por exemplo, participar na greve geral de 24 de Novembro.

É preciso mostrar que votar nos partidos que há 35 anos ocupam o poder é votar no desemprego, na precariedade, nos roubos nos salários e nas reformas, em todos os dramas sociais causados pela política de direita - dramas contra os quais as massas populares se pronunciaram em múltiplas lutas nas empresas e em grandiosas manifestações de rua.

É preciso afirmar a esperança e a confiança, combater os medos, as fatalidades, as inevitabilidades com que a ofensiva ideológica do capitalismo, através dos média dominantes, nos bombardeia todos os dias.

É preciso demonstrar que há uma alternativa a 35 anos de declínio nacional: que a alternativa à política de direita, anti-patriótica, antidemocrática e antipopular, é uma política patriótica, de esquerda, inspirada nos valores e nos ideais de Abril - e que essa alternativa está no PCP, na CDU.

É preciso fazer da batalha eleitoral uma intensa e forte acção de massas, uma ampla acção de esclarecimento e de mobilização para o voto certo no dia 5 - para o voto em quem, sempre, em todos os momentos e situações, esteve, está e estará ao lado dos trabalhadores e fez, faz e fará dos interesses e direitos dos trabalhadores e do povo a sua bandeira de luta fundamental.

É preciso votar CDU - para dar mais força à luta.

8 comentários:

Graciete Rietsch disse...

Tudo isso eu tenho dito às pessoas que contacto. Mas sinto alguma desilusão que procuro combater.
Espero que este Povo se convença que é necessário e urgente levar a luta ao voto, aumentando a força de quem está mesmo com ele.
É PRECISO VOTAR CDU.

Um beijo.

svasconcelos disse...

É importante não ter medo!! De mudar!

Beijo!

Anónimo disse...

Escolher um mau partido é como teimar numa má companhia.
Para mudar, é necessário saber aquilo que faz bem e votar no partido mais certo, aquele que defende os trabalhadores e um país virado para o progresso.
Logo, é necessário saber passar a mensagem que o voto mais certo, o voto mais necessário, aquele que realmente faz bem a todos, é na CDU.

(Jorge)

Anónimo disse...

E que medidas concretas propôe a CDU para aliviar a canga que os trabalhadores são obrigados a suportar? Que faz o PCP em relação à NATO, ao FMI, à moeda e à "União Europeia"?
Ou será que quer mais deputados no Parlamento, na Europa, mais Presidentes de Câmara e mais direcções sindicais subsidiadas pelo CES?

samuel disse...

... "É preciso avisar toda a gente
que há fogo no meio da floresta
e que os mortos apontam em frente
o caminho da esperança que resta." ...

Abraço.

Antuã disse...

Não podemos parar.

Eduardo Miguel Pereira disse...

É essencial tentarmos, e tentarmos, e tentarmos ... fazer passar a mensagem todos os dias a todas as horas.
Eu tento, seja pelo blogue, seja no contacto com as pessoas com quem me disponho a falar de política, seja onde e quando for.

Mas o que continuo a verificar é que os preconceitos em relação ao voto no PCP/CDU é ainda muito grande e acaba por ser o maior inimigo para que a mensagem passe de forma efectiva.
Têm sido tantas as vezes que, ao defender o voto no PCP/CDU, sou imediatamente atacado com frases feitas do género :

- Pois ! está bem, e vocês do PCP querem o quê ? querem transformar isto numa Coreia do Norte ?

Ou

- Epá ! isso dos comunas nunca deu boa vida ninguém. Vê lá a miséria em que a malta vivia no antigo bloco de leste.

Lá me vou desdobrando em argumentos e contra-argumentos, mas tenho alturas em que me sinto a pregar no deserto.

Fernando Samuel disse...

Graciete Rietsch: é é necessário continuarmos a dizer isso a mais e mais gente: água mole em pedra dura...
Um beijo.

svasconcelos: não ter medo do futuro...
Um beijo.

jorge: é isso - e é disso que temos que convencer muita gente.
Um abraço.

samuel: tinha (tem)razão, o Apolinário...
Um abraço.

Antuã: nunca! parar é morrer.
Um abraço.

Eduardo Miguel Pereira: os preconceitos anticomunistas nasceram há muito, muito tempo, e são alimentados todos os dias pelo poderoso exército mediático... Acabar com eles, vai demorar muito, muito tempo... mas temos que insistir, insistir muito no esclarecimento,no apelo a inteligência... ma luta.
Um abraço.