O NOVO FUHRER

Obama diz que, se necessário - concretamente: «se algum dirigente talibã for localizado no Paquistão» - ordenará uma operação semelhante à que levou ao
assassinato de Bin Laden, ou seja: à revelia do conhecimento e da autorização dos governantes paquistaneses.

É o novo fuhrer a falar, que é como quem diz, a ordenar, a ameaçar - como se fosse o dono do mundo, o Chefe ao qual todos devem obedecer sem hesitações... se não, já sabem o que vos acontece...
Mas é um fuhrer mais perigoso do que o dos anos 30/40: porque, estando ambos empatados em matéria de instintos sanguinários e ausência de escrúpulos e de respeito pelos direitos humanos, Obama dispõe de meios muito mais poderosos e, ao contrário da Alemanha nazi - que era contestada ou combatida pela maioria dos países do Planeta - o imperialismo norte-americano tem o apoio servil da maioria dos países...

Na entrevista em que proferiu as declarações acima referidas, Obama fez questão de afirmar que «temos muito respeito pela soberania do Paquistão» - acrescentando de imediato: «mas o nosso trabalho é garantir a segurança dos EUA»

Como se vê, também em hipocrisia o novo fuhrer pede meças ao antigo...

19 comentários:

antónio m p disse...

O "velho fürer" e os seus discípulos actuais devem estar muito agradecidos pelo branqueamento do nazismo que oferece este artigo - replicando um outro de Miguel Urbano nos mesmos termos.

Assim não se vai lá - perde-se a pouca confiança que ainda vão merecendo os militantes do socialismo científico.

joão l.henrique disse...

Os objectivos Imperialistas são os mesmos, só os meios são diferentes nas duas criaturas em questão.

Um abraço.

Matos disse...

Quem foram os nazis que deram o Prémio Nobel da Paz a tal facínora?

Graciete Rietsch disse...

Tal e qual, com tendência a piorar.

Um beijo.

svasconcelos disse...

Que lata , que cinismo! Muito mais assustador este, sem dúvida!

beijo,

Anónimo disse...

Não estou de acordo com o António M. P.

Os actuais dirigentes desta estrutura de poder montada nos Estados Unidos da América são piores ou iguais ao que Hitler montou na Alemanha.

Os «crazies» que fizeram parte da administração Bush foram iguais.
Leia-se e investigue-se, a sério ( e não dormir) aquilo que estes «doidos e assassinos» fizeram no Iraque e continuam a fazer no Afeganistão.

As tropas mercenárias, pagas em dólares e que funcionam como autênticas S.S. modernas, matando todos os inocentes que podem matar.

As torturas que impõe a árabes inocentes, raptados, sem hipótese de serem defendidos por tribunais competentes. Leia-se os artigos que são difundidos no site da "Uruknet" (diariamente e não uma vez por outra, não querendo saber destes problemas...)

Razão têm os índios lakota quando afirmam que os názis ganharam a segunda guerra mundial, pois os seus acuais líderes estão em Washington e no Pentágono.

Julgo que o artigo tem toda a razão de ser e de alertar para o perigo que se chama "Estados Unidos da América" e o seu exército, todos os dias à conquista do Mundo (o velho Manifest Destiny).

Assim, vai-se lá e ganha-se ainda mais confiança naqueles que são esclarecidos e que nos avisam destes perigos.

(Jorge)

Antuã disse...

Temos que mobilizar todas as nossas forças para resistir ao nazismo americano que tem muitos aliados espalhados pelo Mundo.

oasis dossonhos disse...

O novo Hitler está na Alemanha e não usa bigode...
Mas será que não vemos o que voltou a passar-se na Grécia?
O ataque alemão às instituições fundamentais e a privatização de portos e de águas gregos, confirma que a Alemanha está a destruir a economia dos países mediterrânicos...
Estou convencido que, se a Merkel não for apeada nos próximos tempos(creio que haverá na Alemanha gente com visões menos destrutivas), teremos uma revolta gigantesca, despoletada pela revolta dos povos do sul, que daqui a pouco já não terão nada a perder...serei pessimista?

antónio m p disse...

svasconcelos, não sabia que os nazis também vinham aqui fazer comentários... Mas tenha cuidado porque nesse regime que defende pode não lhe calhar o papel de fürer.

samuel disse...

António Marques Pinto:

A cassete segundo a qual não se pode chamar ladrão a ninguém, sob pena de se estar a "branquear" o John Dillinger, não se pode chamar assassino a alguém, sob pena de se estar a "branquear" o Jack o Estripador, não se pode chamar "facho" a ninguém sob pena de se estar a "branquear" o Mussolini... está estafada.
Diga-me então: o que é que eu posso chamar ao chefe da maior máquina de guerra da humanidade, com um orçamento militar igual ao do resto dos países do mundo, todos somados... invasor de países, comandante de mercenários e torturadores, assassino confesso de adversários e de inocentes que entretanto se atravessem no seu caminho?
Ah... e não vale apelar para os belos discursos do figurão, pois isso ainda cansa mais.

antónio m p disse...

Samuel: eu penso que são legítimas as acusações objectivas que faz à administração norte-americana pelo seu papel na política internacional, mas acho muito infeliz quando faz comparações desculpabilizadoras do nazismo. Comparar Obama a Hitler, é como comparar Mário Soares a Salazar... Eu sei que Cuba é uma ditadura dinástica mas não comparo Fidel Castro a Pinochet.

Eu não uso cassetes, Samuel. Até porque não tenho o seu talento para a música. O que sei e não finjo ignorar é que a escala da realidade tem muitas notas. Se tivesse só duas, até eu era músico, mas não é por isso que eu vou insistir em simplificar o que é complexo fechando os ouvidos às diferenças.

samuel disse...

António Marques Pinto:

A cassete não passa de uma "figura de estilo"... e os músicos há muito que não as usam. :-)
Apesar de, evidentemente, mostrar saber muitas coisas, temo que não tenha percebido que eu não sou o (Fernando) Samuel que escreveu o post... pelo menos é o que parece, quando diz "mas acho muito infeliz quando faz comparações desculpabilizadoras do nazismo".
Até onde vi e, pelo menos, até agora... não fiz no meu comentário nenhuma comparação das que diz.

Sobre a "ditadura dinástica" de Cuba, é evidente que não é o lugar nem o tempo para trocar impressões... mas, entretanto, pode ir arranjando um nome bom para a sucessão de Bush-pai por Bush-filho, intercalando um Clinton, Bush-filho que, se não se tem intrometido o tal Obama, seria sucedido por mais uma dose de Clinton (em versão de saias), não esquecendo, lá atrás, uma profusão de Kennedys...
Presumo que não será uma "ditadura dinástica"... mas é então uma "ditadura" de quê? :-)))

Ah... e obrigado por essa coisa do "talento musical" e tal...

Maria disse...

Senti a falta de ler o Cravo de Abril, nestes dias. Ainda bem que já o posso fazer - e tenho MUITO para ler - mas tenho pena de ter voltado...

Um beijo do tamanho da Ilha Grande.

Eduardo Miguel Pereira disse...

O que mais importa, nem é discutir o preciosismo linguístico/ideológico de se saber se é correcto afirmar que Obama é ou não um novo Hitler, o que importa, isso sim, é que nós não venhamos a ser considerados os novos Judeus, vitímas dum novo holocausto !

Anónimo disse...

António M P diz que Cuba é uma ditadura dinástica.

Eu pergunto, em que páginas do jornal «Público» ou do «DN» terá lido isto?

Espero que faça um esforço e leia o que se está a passar no Médio Oriente, através de sites, como a «Uruknet» ou a «Black Agenda Report» que acusa os EUA de estar por detrás de um verdadeiro genocídio na República Democrática do Congo (entre 2 a 6 milhões de mortos, devido à sua ingerência na política congolesa).

Leia o site da iraquiana Layla Anwar, onde são descritos os massacres dos americanos ao povo mártir do Iraque.

É bom investigar e ser alguém esclarecido, porque o pior cego é aquele que não quer ver.

Não é vir para este lugar, com presunção que se ganha um dia (com esse retrato tirado para aparecer em «facebooks»)

E, sim, Obama é um führer, da estrutura de poder nazi, montada nos EUA.

(Jorge)

antónio m p disse...

Pseudo-jorge, na verdade anónimo: a função do retrato é para que não me confundam com mais ninguém e porque eu não me escondo em pseudónimos. E não me procure no facebook porque eu não estou lá!!! O que está lá tem o mesmo nome mas distingue-se exactamente pela fotografia. Entendeu agora?

Fernando Samuel disse...

antonio m p: «branqueamento do nazismo»?: olhe que não... leia melhor.
E também não entendo o seu comentário como um branqueamento do inperialismo norte-americano.

joao l.henrique: também os tempos são outros...
Um abraço.

Matos: a atribuição do Nobel da Paz a um facínora como Obama foi obviamente uma monumental e perversa operação política.

Graciete Rietsch: vivemos tempos dificeis e perigosos, sem dúvida.
Um beijo.

svasconcelos: mais perigoso porque, para a sua ambição de domínio do mundo,possui mais poder e mais apoios.
Um beijo.

Jorge; a meu ver, o imperialismo norte-americano é o inimigo número 1 da humanidade.
Um abraço.


Antuã: e mobilizando todas as nossas forças venceremos.
Um abraço.

oasisdossonhos: francamente não vejo qualquer pessimismo no seu comentário...

Maria: e o Cravo de Abril sentiu falta do Cheiro da Ilha - ainda bem que voltaste.
Um beijo desse mesmo tamanho.

Eduardo Miguel Pereira: também não está mal visto...
Um abraço.

Anónimo disse...

Pseudo-António M P, na verdade anti-Cuba, a sua fotografia não condiz com a realidade.
Pelos seus comentários, vi aqui alguém com um pensamento muito complexo e até limitado de problemas que dizem muito à humanidade.
Por último, e como disse o Fernando Samuel, muito bem, o imperialismo norte americano (como o seu führer Obama) é o inimigo número um da humanidade.
Entendeu agora?

(Jorge)

Anónimo disse...

Fernando Samuel
Só não concordo com a frase escrita por si que diz: «o imperialsmo norte-americano tem o apoio servil da maioria dos países».
Eu penso que o apoio ao imperialismo norte.americano não é dado pelos países mas sim pelos ladrões, tridores e ranhosos que dirigem esses países.
Vitor sarilhos