O SONHO E O PESADELO

Diz chamar-se António Ribeiro Ferreira, é um provocadorzeco de meia tijela, um fascistóide cheio de saudades do antigamente e escreve nos jornais.
Antes, tinha uma coluna no Correio da Manhã: o Diário da Manhã - onde vertia prosa inspirada no órgão oficial salazarista com o mesmo nome.
Agora, é Director do i, onde editorializa a meias com a adjunta Ana Sá Lopes, com a qual faz um vistoso par de jarras.

Hoje, diz-nos em título que «é urgente partir a espinha aos sindicatos».
Porquê?: porque os sindicatos, para além de «terem uma quota-parte na bancarrota», teimam em, «meter o nariz onde não são chamados».
Por exemplo: os dirigentes dos sindicatos dos professores «falam sobre tudo: curriculos, preços de manuais escolares, escolha de directores para as escolas, extinção de direcções regionais»... e até... e até, vejam bem!, até estão «preocupados e indignados com a falta de papel higiénico nas escolas»!!!!
Ora, sindicatos destes nem vê-los! - parta-se-lhes a espinha, já!: ordena Ferreira.

Mas pior, muito pior do que isso, é o caso da «política de privatizações», coisa com a qual os sindicatos «não têm nada a ver» e sobre a qual eles, vejam bem!, querem ser ouvidos...
Os sindicatos a debater e a combater as «privatizações da TAP, da EDP, dos CTT, das Águas, da RTP»?: era o que faltava! - clama Ferreira engraxando o cassetete - eles «não têm nada a ver com isso», nem pensar, era o que faltava!
Depois, pousando o cassetete engraxado sobre a mesa de trabalho, e num gesto magnânimo, generoso, democrático, concede: os sindicalistas «podem opinar» sobre a matéria... «Opinar, mas apenas isso» - repete, lançando um olhar à mesa de trabalho e talvez pensando para si que... opinar, mas baixinho... porque se não!...

E deixa o aviso: «há uns anos, muitos, Maldonado Gonelha disse que era preciso partir a espinha aos sindicatos» - e, empunhando o cassete e agitando-o no ar, proclama, qual Gonelha dos tempos actuais: «hoje, em 2011, com o país numa emergência nacional é urgente não só repetir a frase como pô-la em prática».
E pensa para si: ah! que saudades dos saudosos bons velhos tempos em que coisas destas eram escritas no saudoso Diário da Manhã e no dia seguinte eram levadas à prática pela saudosa e benemérita pide!...


«Partir a espinha à Intersindical» foi o sonho maior do famigerado Gonelha, ao serviço do PS/Soares, do PSD/Sá Carneiro, do CDS/Freitas, da CIA, etc, etc. - e a resistência e o fortalecimento da CGTP-IN foi, para ele e para os seus patrões, um autêntico pesadelo...
É certo que criaram a chamada UGT , mas essa foi, para eles, uma criação fácil
- tão fácil como a criação, pela mesma altura, da chamada CAP, ou dos grupos do terrorismo bombista... -
porque dependia apenas daquilo que aos patrões de Gonelha não faltava: dinheiro: milhões de dólares, marcos, francos, libras, coroas...

«Hoje, em 2011», o Ferreira revive o sonho do Gonelha
E reviverá idêntico pesadelo...

12 comentários:

trepadeira disse...

Responder,com mais força,aos recados dos criados acéfalos do sistema.

Um abraço,
mário

Miguel Botelho disse...

António Ribeiro Ferreira é o produto acabado dos tempos (horríveis) que correm.
Gosta de servir aqueles que lhe pagam. Para os servir, escreve, ao modo como os seus patrões pensam: «quebrar a espinha aos sindicatos; extinguir o PCP; prender os maiores contestatários, como terroristas»...

É apenas uma das vozes do «Capital», um ser humano desprezível e sem proveito para a sociedade.

Graciete Rietsch disse...

E deixar a ameaça de um rápido regresso "aos bons velhos tempos".

Um beijo.

Aristides Rodrigues disse...

Esse Ferreira é um canalha. Já há muito que não sujava os pés numa prosa sua. O gajo é um case study: consegue piorar!

Maria disse...

O pesadelo do homem vai ser muito maior. Porque somos muitos mais em Luta!

Um beijo grande.

samuel disse...

É uma besta!

Abraço.

Sérgio Ribeiro disse...

Associo-me à onda de indignação provocada pelo provocador.
Parece uma "sonda" para se apalpar a reacção. O homenzinho, no bico dos pés, pôs em título o que os seus patrões estão a fazer e a tentar levar mais longe.

Partir-lhe a espinha? Ficava-me por lhe partir o focinho.

Grande abraço

josé Manangão disse...

A luta é tremendamente desigual, mas assim é que dá pica, já viste ao que eles se sujeitão, para agradarem ao seu amo, e sentirem que não conseguem cabalmente porque nós não deixamos.
Coitados devem sentir-se frustradissississimos, e ridicularizados, porque - já nem os seus pares acreditam nas suas patranhas por roçarem o patético.
Eles que se cuidem porque senão tu é que lhe partes a espinha.
Abraço

vovó disse...

o focinhp, a espinha... (será que ele a tem?)... era esborrachá-lo numa panada!
verme!

beijocassss
vovómaria

Maria João Brito de Sousa disse...

Começam as provocações a ser muito mais directas... chamar-lhes-ão "cirúrgicas"?

Fialho disse...

Os muitos António Ribeiro Ferreira,que por ai pululam são os responsaveis por muito da miseria onde nos encontramos.
Não faço ideia nenhuma como, mas estes António Ribeiro Ferreira, tem de ser responsabilizados pelo seu comportamento.

Olinda disse...

Essa coisa com pernas,invertebrada´,será filho
bastardo do D. António Ribeiro?Pelo nome e pelas idéias bolorentas...