IMPUNIDADES...

Um dos muitos métodos a que o anti-comunismo recorre na sua acção permanente é o da invenção de mentiras sobre os objectivos e a actividade dos comunistas - mentiras que, porque muitas vezes repetidas pelos média dominantes, acabam por se impor como se verdades fossem e, como tal, passam a fazer parte do arsenal argumentativo de toda a fauna anti-comunista.
Exemplos disso são, para referir apenas dois, os chamados casos «República» e «Rádio Renascença», ambos obra da esquerdalhada ao serviço da contra-revolução, mas sempre atribuídos aos comunistas - mentiras que serviram, na altura, para espalhar, no País e no mundo, uma imagem terrorista dos comunistas portugueses e da Revolução Portuguesa; mentiras que, apesar de sobejamente desmascaradas, ainda hoje servem de alimento aos tarefeiros-mercenários do anti-comunismo.

Vem isto a propósito de um texto vomitado há dias no Público por Vasco Pulido Valente (VPV) e no qual o autor, criticando a «impunidade» de que gozam, desde o 25 de Abril, os autores de muitas malfeitorias, dá o exemplo e dispara contra os que, no sinistro PREC, segundo ele, «proclamavam nas ruas a necessidade de fuzilar a reacção e de estabelecer rapidamente uma ditadura do PC» - e que, graças à tal «impunidade»... não foram punidos...


Trata-se de uma provocação baixa, reles, mas natural vinda de quem vem.
E consciente.

Com efeito, não estamos perante um cidadão moldado pela desinformação organizada dos média dominantes e que repete as mentiras por eles difundidas julgando tratar-se de verdades: VPV é um produtor e um difusor dessa desinformação organizada; é um produtor de mentiras que, de tanto repetidas, são aceites como verdades; é um tarefeiro do anti-comunismo, tarefa pela qual é, certamente, bem remunerado, e que desempenha com total impunidade...

Neste caso concreto, ele sabe - ó se sabe! - que os que diziam querer «fuzilar a reacção» eram, de facto, sabendo-o ou não, instrumentos da reacção e da sua acção contra-revolucionária visando, se possível, o regresso ao passado;
eram, de facto, parte integrante e activa da poderosa ofensiva anti-Abril e anti-comunista que tinha no PCP o seu alvo primeiro e principal;
eram, de facto, pessoas que o reaccionário VPV muito prezava - e que agiram, todos, VPV incluído, gozando de total impunidade...
A mesma impunidade com que VPV, hoje, com os seus vómitos, desinforma, mente, calunia...

13 comentários:

Maria disse...

Um dos muitos 'fazedores de opinião' que pululam pelos media e ainda têm quem acredite neles. Até um dia!

Um beijo grande.

trepadeira disse...

Estes que fazem um trabalho meticuloso e premeditado,são perigosíssimos.
É uma premente necessidade desmascará-los.

Valha a lucidez para alertar e lutar.

Um abraço,
mário

Eduardo Miguel Pereira disse...

Sempre que me deparo com essas verborreias (e no caso do VPV o termo clínico aplica-se na perfeição) do VPV surgem-me duas questões :

1) Ele escreveu isto antes ou depois do almoço ?

2) Ele escreveu isto antes ou depois de tomar a medicação ?

samuel disse...

Alguns foram muito bem recompensados. Basta ver os lugares que ocupam em Portugal e na Europa...

Abraço.

Sérgio Ribeiro disse...

Tudo isto é de tal modo denso e negro, não obstante a clareza da tua (ex)posição, que comungo inteiramente, que apetece desopilar um bocado e dizer que a impunidade do tal VPV não vai até poder guiar... por causa do balão a que ninguém (?) foge. Mas pode escrever!

Um abraço

Graciete Rietsch disse...

Há muita pseudo esquerda,que se diz extrema esquerda, cuja função especial é destruir a verdadeira esquerda.Haverá algumas exceções?
Talvez.
Mas acabarão por reconhecer o logro em que cairam.

Um beijo.

O Puma disse...

O VPV?

Citá-lo é promovê-lo

Olinda disse...

O VPV é um bebado asqueroso.O pior é servir muito bem o poder dominante.

Miguel Botelho disse...

Mentem com total impunidade... É assim que o fazem.
Ainda hoje, a propósito do tal massacre de Katyn, revi uma carta escrita por uma correspondente italiana que esteve com médicos russos nos campos, onde dizem ter ocorrido crimes supostamente russos.
Os médicos russos reviram todos os corpos e deram com cartas ecritas pelos fuzilados, em Outono de 1941.
A prova que o crime foi alemão e não soviético.

Por todos os meios, tentam culpar os comunistas por factos, tentando daí ganhar alguma coisa.
VPV é apenas um exemplo desse processo.

Chalana disse...

Tanto o caso República como a Rádio Renascença resultaram dos conflitos entre os trabalhadores dessas empresas e respectivas direcções a propósito dos conteúdos e objectivos da informação produzida nesses órgãos.

Os padres que geriam a Renascença, por exemplo, pretendiam continuar a exercer censura aos serviços noticiosos já depois do dia 25 de abril.

Podemos claro, analisar criticamente a forma como a extrema-esquerda dirigiu esses processos - o passatempo favorito dos esquerdistas é, precisamente, analisar "criticamente" todas as demais 99,99% das lutas que são dirigidas plo Partido.

Todavia, reduzir tudo como tu o fazes - à "obra da esquerdalhada ao serviço da contra-revolução"... é um bocado injusto. Se eu fosse um tipógrafo do jornal República, também só não foderia os xuxas se não pudesse.

Pedro Namora disse...

VPV tem um episódio que só po si o impediria de fazer comentário político, isto claro, se lhe restasse algo semelhante a dignidade.
Falo do episódio em que, tendo sido eleito deputado pelo psd, recusou manter-se no Parlamento por o mesmo não possuir WC com qualidade bastante para o seu rabo azul e elitista.

João Filipe Rodrigues disse...

... a caixa de spam continua a aumentar... ?!?!?

josé Manangão disse...

Os VPVes, sabem muito bem que:o gande capital vai garantir-lhes o sustento e a vida faustosa até á morte,em troca da sua submissão canina - - e eles claro...vão ganindo e abanando o rabo.
João, a caixa de spam, vai continuar a aumentar até que os seus contribuidores estoirem de raiva, já que os seus próprios blogs, não tem audiência para despejarem o seu ódio.
Força CRAVO de ABRIL.
Abração