TEMPOS DE GUERRA - TEMPOS DE LUTA

Os governantes do sistema dominante todos os dias falam de guerra.
O presidente, o vice-presidente e todos os secretários de Estado dos EUA, todos os dias avisam que a guerra - neste caso a invasão da Líbia - pode estar por dias.
E os seus ecos, com lugares na maioria dos governos da Europa e do mundo, repetem e repetem, com fidelidade canina, a voz do dono...
Por seu lado, os média dominantes cumprem a tarefa de preparar o terreno para que a possível invasão da Líbia surja como uma «inevitabilidade», um «acto humanitário», um gesto de... «paz»...

Ontem, Durão Barroso - ex-revolucionário maoista e agora homem de mão dos interesses do grande capital internacional- repetindo Obama, papagueou, justificando uma possível invasão da Líbia, que «um regime que dispara contra o seu próprio povo não tem lugar na família das nações»...

Barroso é, com se sabe, presidente da Comissão Europeia, cargo que lhe foi oferecido em paga dos bons serviços prestados no apoio à invasão, destruição e ocupação do Iraque.
Por isso, quando fala na pacífica e democrática «família das nações» sabe do que está a falar...

Assim, para Barroso, os causadores directos desse crime em massa têm lugar assegurado na «família das nações».
Porque não dispararam «contra o seu próprio povo»: dispararam contra o povo de outro país - num acto de barbárie que provocou a morte de centenas de milhares de iraquianos inocentes.


São tempos de guerra, estes que vivemos.
São, por isso, tempos de luta.
Luta pela paz - que é, não o esqueçamos nunca, uma expressão da luta de classes.

13 comentários:

samuel disse...

Fico na dúvida. Quem será mais canalha? O "ditador" que por destrambelhamento tresloucado, dispara contra o seu próprio povo... ou o "democrata" que, por interesse e friamente, dispara contra os povos vizinhos?

Abraço.

Manuel Norberto Baptista Forte disse...

Os preparativos para o "jogo público" como se da antiga Roma se tratasse, está a ser montado; desta vez o alvo, é a Líbia, que também e só por acaso, um dos seus bastos recursos naturais é o petróleo. Os preparativos para a invasão arbitrária, estão secretamente a ser delineados, e que certamente devem contar e também com a prestimosa colaboração, desse fugitivo Português que outrora até era contra a guerra, e incentivava (lembrar-se-à ele de 1975 ?) a população Portuguesa contra as tropas "...social fascistas...", e até vendia um pasquim de extrema esquerda em Santa Apolónia?. Como o tempo passa e as pessoas tentam apagar o seu passado, e as culpas (muitas) de hoje, que têm, veja-se bem, em verdadeiras atrocidades contra o ser humano; incoerência e oportunismo, a 1.000%.
Durão Barroso, foi e essa é mais uma nota que deve juntar ao seu curriculum vitae, um dos ajudantes ao renascer da guerra. Que moral tem esse nafado senhor, para falar no termo, "família das nações"; o que é isso ?.
Viva a Paz e a Liberdade, de todos, e sem ingerências estrangeiras e oportunistas.

svasconcelos disse...

Estes, disparam contra toda a humanidade...e ninguém os pune.
beijo,

Maria disse...

Não tivesse a Líbia petróleo e outro galo cantaria...

Um beijo grande.

Anónimo disse...

Já todos devem conhecer o autor Robert Louis Stevenson e o livro que escreveu, "Dr. Jekyll and Mr. Hyde" ou "O Médico e o Monstro."
Isto é a ideia que eu tenho presente dos Estados Unidos da América e a sua estrutura de poder montada em Washington: Fazem de Dr. Jekyll, diante das câmaras de televisão, vestidos a rigor, com enormes discursos sobre a importância da paz, da liberdade, de ajudar o povo líbio, o povo iraquiano, etc, etc...
Detrás das câmaras, são Mr. Hyde, nas prisões de Guantanamo, nas experiências nucleares que executam em território índio (a nação Shoshone), nos despejos de detritos nucleares que fazem no Pacífico, no oceano Atlântico, nos bombardeamentos criminosos, com armas de último modelo, contra populações indefesas, no Afeganistão, etc...

(Jorge)

A Chispa ! disse...

Enquanto o capitalismo e o imperialismo continuarem a permanecer ocmo sistemas dominantes, a humanidade terá sempre que viver debaixo desse acto bárbaro e criminoso.

PAZ definitiva,pelo seu lado só se conseguirá, através das revoluções ou das guerras revolucionárias. O que não deixa de ser uma das formas que a LUTA DE CLASSES adquere.

LEMBRAM-SE do ELOGIO que fizeram aos DEOLINDA.
Mobilizados pela letra da canção a "Geração à RASCA" convocou várias manifestações para diversas cidades do País. Não se esqueçam de falar nisso e de dar o vosso APOIO!...

Um abraço
A Chispa!

pedras contra canhões disse...

Nós não esquecemos o sangue com que barroso pintou o tapete vermelho que o levou a bruzelas.

PS:chispa: quantos trabalhadores organizaste hoje?

Anónimo disse...

A bela metáfora do Dr. Jekill recordada por Jorge é bem o retrato perfeito do imperialismo no seu esplendor. Só que desta vez os americanos não estão a negociar directamente com os seus vassalos depostos, mas com uma nova frente anti-imperialista que desde há muito tempo resolveu dar-lhe luta e desfazê-los totalmente.
Obama já vê a sua triste figura a arder pela multidão revoltada.

Graciete Rietsch disse...

Extraordinária conclusão.
Parabéns.

Um beijo.

O Puma disse...

Cuidado

hoje toma posse

o coiso

Anónimo disse...

Se os americanos (quem mais?) intervêm para parar a chacina, aqui d'el rei que são imperialistas.
Se os americanos não fazem nada, aqui d'el rei que são não fazem nada.

E que tal enviar um "contingente de solidariedade", composto pela malta de esquerda ocidental para acabar com os combates?

Já sei, não podem. O conforto do sofá é preferível.

Zé Canhão disse...

O Obama devia levar tanta pancada até ficar branco e o Durão já devia estar enforcado.

Fernando Samuel disse...

samuel: mesmo assim, inclino-me para o «democrata» - apenas porque ele mata muito mais...
Um abraço.

Manuel Norberto Baptista Forte: o facto de a Líbia ser o terceiro produtor de petróleo da região, junto ao facto de os EUA terem como objectivo o controle de todo o petróleo do planeta, fazem da Líbia um alvo preferencial...
Um abraço.

svasconcelos: e até são aclamados...
Um beijo.

Maria: aí está o busílis da questão...
Um beijo grande.

Jorge: muito bem observado.
Um abraço.

pedras contra canhões: não esquececeremos e não deixaremos de o denunciar.
Um abraço.

Anónimo: se assim fosse, muito bem estariam as coisas...

Graciete Rietsch: um beijo amigo.

O Puma: o coiso é cá uma coisa!...
UM abraço.