VIVA A GREVE GERAL!

A proposta de Orçamento de Estado chegou tarde e incompleta.
Mas chegou, essencialmente, a más horas para a imensa maioria dos portugueses, ou seja para os que trabalham e vivem do seu trabalho; para os que já trabalharam e deveriam ter, mas não têm, pensões e reformas dignas; para os jovens que querem começar a trabalhar e só vêem à sua frente espessos muros e pesadas portas fechadas.


Entretanto, uma sondagem encomendada pela SIC, Expresso e Rádio Renascença (olha que três!...), informa que a maioria dos portugueses apoia o OE... isto porque essa maioria considera que «as medidas de austeridade são inevitáveis»...
Integrando essa «maioria» estão, naturalmente, os habituais «especialistas», «comentadores» e «analistas», cuja tarefa principal, nos últimos tempos, tem sido precisamente a de espalhar a ideia de que «as medidas de austeridade são inevitáveis» - repetindo-a tantas vezes quantas as necessárias para ela passar de opinião publicada a opinião pública...

São várias as razões que levam os apoiantes do OE a dizer que sim ao dito.
Assim:
Há os que dizem que sim e explicam porquê:
«As reduções salariais vão contagiar o sector privado e melhorar a competitividade externa do país», proclama o editorial do Público (pudera!...).

Há os que dizem que sim, por «realismo»:
«A proposta de Orçamento do Governo é dura mas realista» (Paulo Pinto de Albuquerque).

Há os que dizem que sim, por hábito que vem de longe:
«Adriano Moreira apela ao «consenso partidário» a bem do «interesse nacional».

Há os que dizem que sim porque... sim:
«O candidato presidencial Fernando Nobre, considera o OE um brutal ataque aos mais necessitados», mas... «apela ao consenso» para que ele seja aprovado.
«Carlos Brito, antigo dirigente do PCP, diz discordar das medidas avançadas», mas... «deseja que o OE passe na Assembleia da República».

Tudo isto a confirmar... o que já sabíamos: para derrotar a política de direita e os seus OE's não há outro caminho que não seja o da luta de massas.
Uma luta que tem que ser cada vez mais participada e mais forte.
Uma luta à altura das gigantescas batalhas travadas pelos trabalhadores portugueses nas últimas décadas - sem dúvida as maiores e as mais fortes travadas em toda a Europa.

Por isso: VIVA A GREVE GERAL!

14 comentários:

Anjos disse...

Ao ler que "a maioria dos portugueses apoia o OE..." lembrei-me logo de " O Analfabeto Político" de Bertolt Brecht, a cuja transcrição não resisto, apesar de certamente ser do conhecimento de todos:

"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguer, do sapato e do remédio depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e entufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

VIVA A GREVE GERAL (e com vigor)!!!

(... Mas também Carlos Brito????...Não percebo...Devo ser realmente ingénua!)

Um abraço

a CHISPA ! disse...

Os comentadores e jornalistas ao serviço do capital,não podem fazer outra coisa que não seja transmitir essa ideia, pois é para isso que são pagos,mas a maioria a que se referem deve ser aquela que agora vai beneficiar com as medidas que vão ser implementadas na nova linha de apoio financeiro na ordem dos 5 mil milhões e tal às "pequenas e médias empresas" (que irão mais uma vez contribuir para o aumento do défice público, que depois quererão que o povo pague através de novos PECs) e que são aqueles que estão abaixo dos ditos 50 mil milhões de euros de lucro por ano.
Mas ao contrário do que afirma a SIC e os seus congeneres, ontem na própria SIC no telejornal das 20h, todas as pessoas entrevistadas sobre as medidas de austeridade, não houve apenas uma que não as repudia-se,possivelmente a sondagem foi feita entre os familiares dos cinco banqueiros que visitaram Pedro Passos Coelho.


Sobre a importância das últimas lutas, queremos dizer que elas foram como diz bastante participadas, mas o resultado final não se converteu a favor dos trabalhadores, veja o caso dos professores, dos enfermeiros,das reivindicações que se proponham alcançar e que não foram conseguidas,a aprovação e imposição de uma nova Lei Laboral favorável aos interesses da classe capitalista, a aplicação dos PECs I e II, etc etc.
Quanto ao radicalizar das lutas, concordamos e desejamos que seja o mais rápido possivel, porque só isso pode eliminar a demagogia dos lacaios de serviço e as "sondagens encomendadas" e fazer recuar o governo.

Quanto às afirmações da "velha raposa revisionista" e agora neoliberal,elas vêm na linha das afirmações de J.de Sousa, quando diz, que "o Governo e o PSD, andam à procura de uma crise politica" como quem diz...

Mário disse...

Viva!

joão l.henrique disse...

VIVA,VIVA!

Um abraço.

Justine disse...

Força!

JN disse...

É a santa aliança. A Greve Geral já está a fazer mossa neles, é preciso continuar o muito trabalho de esclareciomento e mobilização que ainda tem de ser feito,porque com chispas destas julgo que não nos safamos .
abração
JN

samuel disse...

Como dizes, uns por convicção, outros por interesse, outros porque enfim... são a prova de que a gigantesca campanha mediática a favor da inevitabilidade do OE, apesar de estar a custar uma fortuna, está a render.
Viva a greve geral!

Abraço.

JN disse...

A gentalha está mesmo assustada acabo de ouvir na RTP1 no telejornal um tal José Rodrigues dos Santos a dizer que a 24 vai haver um protesto Nacional. Ó "jornalista" olhe que não, o que vai haver é Greve Geral.
Abração
JN

Graciete Rietsch disse...

Com uma informação to distorcida o pensamento e a razão ficam obscurecidos.Mas deixemos vir Janeiro e continuemos a luta que talvez as pessoas comecem a acordar

VIVA A GREVE GERAL.

Um beijo

Antuã disse...

E com a greve geral enfraquece o capital.

Gildásio Maiato disse...

Amigos, devo-vos dizer que vou fazer greve pela primeira vez, vou fazer greve, porque está na hora de acordar, acordar e ver que o 25 de Abril não resolveu nada, apenas mascarou o fascismo, deu-nos uma democracia encapotada.
O caminho por que todos esperava-mos após o 25 de Abril, uma democracia que assentasse em valores humanos, valores de progresso social, em que todos coubessem e, digo mesmo todos, os mais capazes, os menos capazes, enfim! Enganei-me bem.
Pensava eu que bastava votar, votar em partidos progressistas, como o PCP, mas esqueci-me e distrai-me não vendo que os fascistas, os parasitas de outrora se mascararam de Socialistas e Sociais Democratas, continuando a viver á custa do sofrimento de um povo, um povo amedrontado pelo discurso miserável de governos hipócritas e sem moral, por políticos sem escrúpulos que estão a soldo do grande capital.
Por isso, este ano me tornei militante do único partido que tornou possível o 25 de Abril, o único partido que esteve e está com os que menos têm e menos podem.
Camaradas, espero não ter acordado tarde, mas agora que acordei não vou deixar para Janeiro o que tenho que fazer hoje, amanhã e em 24 de Novembro, não deixarei mais que Burgueses, parasitas chulem o meu trabalho sem lutar.

Abraço amigo

Gildásio Maiato

Fernando Samuel disse...

Anjos: apesar de ser do conhecimento de todos.. nunca é demais repeti-lo...
Um abraço.

A Chispa: eu digo: VIVA A GREVE GERAL.

mário: VIVA!
Um abraço.

joão l.henrique: VIVA, VIVA!...
Um abraço.

Justine: vamos a isso!
Um beijo.

JN: a Greve Geral começou a fazer mossa desde que foi anunciada - e, como dizes, vamos ter que superar muitos e muitos obstáculos.
Abração.

samuel: eles só investem no que rende...
Um abraço.

Graciete Rietsche: lutar, lutar sempre, em todas as circunstâncias. Até à vitória final.
Um beijo.

Antuã: grande verdade.
Um abraço.

Gildásio Maiato: com a Revolução de Abril construímos, de facto, uma democracia avançada rumo ao socialismo; depois, a contra-revolução destruíu essa democracia e impôs a democracia burguesa actual; lutar pelos valores e ideais de Abril, tendo sempre o socialismo e o comunismo no horizonte, é a nossa tarefa, hoje.
Ainda bem que juntaste a tua à nossa voz, camarada.
Um abraço.

Maria disse...

Sabemos que com o agudizar da luta mais vozes se juntam a nós. Sejam bem vindas. E Muiiiiiiiiitas!
VIVA A GREVE GERAL!

Um beijo grande.

Fernando Samuel disse...

Maria: e toads as que se nos juntarem, não serão demais...
Um beijo grande.