CDU, Com Confiança!


Nos olhos embaciados ainda descortinei o sorriso de amigos que nos esperavam, para ver passar também as gentes de Aljustrel e a sua mina, as suas preocupações, a sua luta, o seu sonho comum que ali unia milhares e milhares de trabalhadores, operários, camponeses, sem terra, quadros técnicos, intelectuais, pescadores, mareantes, estudantes, desempregados, reformados, pensionistas, gente nova, gente velha, gente boa! lá estavam, aplaudindo os da sua classe que nas gargantas traziam a Lisboa - e à festa/luta da CDU - os hinos que neste Alentejo servem de alento para os dias amargos que trazemos. Lembro-me bem... atravessámos a Praça do Saldanha a cantar, a gritar, VENCEREMOS, VENCEREMOS, COM AS ARMAS QUE TEMOS NA MÃO. VENCEREMOS VENCEREMOS A BATALHA DA TERRA E DO PÃO! e venceremos! porque está escrito desde o inicio dos tempos em que os corações bons se reconhecem e sabem ser de injustiça a exploração dos seus iguais. Mas, dizia-vos, nos olhos embaciados descortinei o sorriso dos meus amigos. E vi um Partido inteiro em tamanha força. Lá estava a Guida, o Casanova, a Maria, a Sal, o Poeta no Popular e o Sérgio... e a Zé, e todos os amigos que fazem deste o grande Partido. O Partido dos Trabalhadores e do povo. Gritei Avenidas fora... Avenidas pintadas de um sonho que Lisboa já saudosa de Abril brindou com sol - numa tarde que muitos anunciavam de trovoada! Punho erguido, ao desafio daqueles que tudo fizeram - e fazem! - para silenciar esta grandiosa demonstração de força, de sonho, de confiança! de certeza de que sim, é possível, um mundo melhor, uma democracia avançada, um mundo sem exploração do homem pelo homem, com respeito pela natureza e por todos os seres que, connosco, tomaram de empréstimo este país e este mundo. As avenidas foram rios, e a praça do Marquês um mar de utopia desaguando na possibilidade que cada um oferecia da sua enormíssima vontade! Enquanto caminhava, nos momentos em que, fazendo o silêncio descansava a rouquidão assanhada na garganta, os meus passos ensaiavam a fala do homem nascido na voz do Adriano. Outras vezes, embora em sentido contrário (porque íamos descendo!), o Fausto assaltava-me o pensamento e ouvia «por este rio acima» milhares e milhares de companheiros e camaradas, subindo arduamente o difícil leito do rio, rasgando as correntes contrárias do capitalismo, gritando o descontentamento e o sonho... augurando uma vitória que, lembrando as palavras de um grande amigo, não é apenas possível, como inevitável! grande grande é a viagem! grande grande, muito grande tripulação tem esta nau! naveguemos pois! rumo à vitória!
Viva a CDU!

13 comentários:

O Puma disse...

CDU

SEMPRE

POIS CLARO

Sal disse...

Foi com grande emoção que vi aquele mar de gente.
Senti isso mesmo que descreves:
"grande grande, muito grande tripulação tem esta nau!"
Fomos muitos.
Não só "fomos, como "seremos".
Cada vez mais. Por mais que nos calem.

bjs

samuel disse...

Bela crónica!

Abraço.

anamar disse...

Olá!
Que bom ler a tu a tua bela descrição de um dia no qual não pude participar!!!
Por outros e por ti, é como se lá estivesse estado!!
Boa Semana!!!

ComRevDe disse...

Viva a CDU!

Viva a luta dos povos e dos trabalhadores!

Fernando Samuel disse...

A nau do futuro...

Abraço.

Ana Camarra disse...

VIVA!

Antuã disse...

Marchemos com confiança no futuro.

João Filipe Rodrigues disse...

Encheu-me de alegria o mar de gente!

Hilário disse...

Fomos,Somos, Seremos mil, muitos, muitos,muitos mil.

Vamos continuar a acreditar no futuro.

um Abraço

GR disse...

Foi linda a Marcha.
É sempre com grande emoção que vemos Aljustrel (passar).
É a sua força, as memórias é, o Alentejo! e foste tu!
O teu olhar cheio de alegria, vontade e confiança no futuro, deixou-nos tão felizes.

VIVA A CDU!

Anónimo disse...

Até o jornal(que apoia a politica de direita que é o flagelo do povo desde ha 33 anos com inauguração da politica de direita por soares... e do resto do bla bla bla ja conhecido) o Público pos o Jeronimo nos altos e baixos no topo. tambem isso pode ser dito, mas nao...

J.Z.Mattos

Maria disse...

E agora quem ficou de olhos embaciados fui eu...
Foi um mar de gente.
Ou, como dizes, uma enorme nau navegando cheia de gente, no mar do futuro...

Um beijo, António