Natal quer dizer, entre muitas outras coisas, prendas...
Prendas que a tradição manda que ofereçamos aos nossos familiares, aos nossos amigos...
Prendas: brinquedos, livros, discos, roupas...
Há países, contudo, onde as coisas funcionam de outro modo.
Por exemplo: nos EUA.
Ali, ao que parece a prenda de Natal mais desejada e mais oferecida é uma arma - arma de fogo, obviamente, daquelas que matam e das quais todos os dias nos chegam notícias...
Pronto, o que é que se há-de fazer, é assim o «espírito de Natal» lá para aquelas bandas...
E foi imbuídos desse curioso «espírito de Natal» que, no mês de Dezembro passado - e especialmente nos seis dias anteriores ao dia de Natal -, os norte-americanos compraram para oferecer (aos seus filhos, aos seus amigos...) nada mais nada menos do que 1, 5 milhões de armas de fogo.
Com este número, bateram todos os recordes até então estabelecidos - e sabemos bem como os norte-americanos se pelam por bater recordes...
Em muitos casos, os pais levam os filhos à loja para escolherem a arma que preferem.
Ali, disparando para um alvo que representa um corpo humano com o coração bem destacado, os adolescentes experimentam várias armas até escolherem a que mais lhes agrada - que é, regra geral, aquela que, atingindo o coração do alvo, dele faz saltar uma pasta vermelha, vermelha, que até parece sangue...
Não sei se, na noite de Natal, depois da troca de prendas, cantam em coro: «É Natal, é Natal, viva a terra em paz...», mas é bem provável que o façam.
O «espírito de Natal» tem destas coisas...