As «negociações» são patrocinadas pelo Presidente Obama - «homem do diálogo» - e adivinham-se infindáveis... a não ser que o Presidente Manuel Zellaya vá na conversa de Obama e aceite um «casamento de conveniência» com os golpistas...
Ontem, os jornais falavam de uma «proposta» que tinha como eixo fundamental a «formação de um governo de união nacional, liderado por Zelaya, com Micheletti como primeiro-ministro e composto por ministros escolhidos por Micheletti»...
Hoje, as «negociações» continuam, na base de uma outra «proposta» - que inclui o regresso de Zelaya às Honduras até 24 de Julho (entre outras coisas menos boas...).
Sobre esta «proposta», os representantes de Micheletti disseram: «não há acordo em relação a nenhum dos pontos propostos por Arias» - e, também eles «homens do diálogo», apressaram-se a acrescentar: «mas o diálogo continua»...
Com isto querendo dizer que o «diálogo» continuará... eternamente...
Entretanto, enquanto este «diálogo continua», os EUA inciaram a sua retirada da base de Manta (Equador), depois de o Presidente Rafael Correia ter recusado renovar a licença para ali continuarem.
E foram fazer o inferno... perdão, o «diálogo», para outro lado: para a Colômbia, cujo governo do narcofascista Uribe, pôs à disposição de «800 militares norte-americanos, pelo prazo de dez anos», não uma, mas três bases...
Os amigos são para as ocasiões, não é verdade?...
E como era de esperar, na sequência da decisão de Rafael Correia de correr com a base norte-americana do seu país, logo os EUA e o seu aliado colombiano abriram outra frente de «diálogo»: ontem mesmo, a serviçal Colômbia «acusou o Presidente Rafael Correia de ter recebido dinheiro das FARC, nomeadamente para o financiamento da campanha eleitoral que o levou ao poder»...
É este, então, o «diálogo», graças ao qual - na América Latina como no Afeganistão, no Iraque e em todo o mundo - os EUA salvaguardam a paz, a democracia, a liberdade, os direitos humanos...


