A OPÇÃO
Na sua crónica de hoje, MAP atira-se a Hugo Chávez utilizando os «argumentos» em voga nos média dominante quando se trata da Venezuela: a mentira - mentira tantas vezes repetida quantas as necessárias para ser tomada como verdade e utilizada até por um cronista da craveira de MAP...
MAP, que até simpatizou com Chávez quando este, «em 1992, se levantou contra a plutocracia de Andrés Perez», está agora preocupado com o Chávez actual e com a evolução da situaçao na Venezuela.
E que preocupações são as de MAP?
Ele explica: «crescentemente a "revolução bolivariana" parece assumir, com a progressiva redução das liberdades (a última, depois da liberdade de informação, é a liberdade de manifestação) aspectos do "socialismo real".
Impressiona como, em tão poucas palavras, MAP consegue sintetizar o essencial da campanha em curso contra a Revolução Bolivariana (sem aspas e com maiúsculas) organizada a partir dos EUA e propagada por todo o planeta pelos média dominantes.
E a verdade é que, se MAP se desse ao trabalho de fazer o trabalho de casa que lhe compete, ficaria a saber que na Venezuela a liberdade de informação é uma realidade observável e de fácil constatação.
Fcaria a saber que, na Venezuela, os média propriedade do grande capital desenvolvem todos os dias uma intensa actividade em que o vale-tudo é lei e colaboraram, até - e activamente - na preparação do golpe militar que há sete anos tentou derrubar o governo legítimo (recorde-se o caso da revista Boémia, que até já tinha uma edição a anunciar o êxito do golpe, com «reportagens» recheadas de pormenores...)
Ficaria a saber, igualmente, que a grande diferença em matéria de liberdade de informação, entre a Venezuela e Portugal, é que lá existe uma outra informação, alternativa à informação do grande capital, uma informação revolucionária.
E ficaria a saber que o mesmio se passa com a liberdade de manifestação e com todas as liberdades (políticas, económicas, sociais, culturais) que fazem uma democracia - e sem as quais o que existe é uma imitação de democracia.
Como MAP pode constatar olhando para a realidade portuguesa.
É fácil, muito fácil, alinhar na operação imperialista contra a Venezuela Bolivariana.
É difícil, muito difícil - e arriscado - combater essa operação.
Todavia, nesta como em muitas outras situações, «a barricada só tem dois lados: o nosso e o deles».
E não há outra opção.